Em reunião

Conselho requer plano de Segurança para 2018

Um grupo de 15 homens, formados principalmente para combater o crime organizado, o curso de elite da Instituição ( FOTO: YAGO ALBUQUERQUE )
01:00 · 13.01.2018 / atualizado às 16:17

O Conselho Estadual de Segurança Pública do Ceará (Consesp-CE) definiu, na manhã de sexta-feira (12), em reunião, no Palácio de Iracema, que irá cobrar a apresentação de um plano de Segurança para o Estado, para o ano de 2018, à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A pauta inicial da reunião era discutir a requisição de uma intervenção federal no Ceará, com o afastamento provisório do governador.

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A ideia foi levantada pelo presidente do Conselho, advogado Leandro Vasques, mas não foi acatada pela maioria do grupo. "O Conselho deliberou, por uma questão de responsabilidade, que iremos primeiro oficiar o secretário de Segurança, para que ele tenha a oportunidade de apresentar o plano de Segurança Pública, para 2018".

Segundo o presidente do Consesp, ainda existe a possibilidade do órgão solicitar a intervenção. "A violência chegou ao apogeu. Só no início deste ano, já temos mais de 200 homicídios. É um cenário apocalíptico. A população está insegura", analisou.

O especialista em tecnologia de Segurança Pública, Léo David, acredita que falta Inteligência no trabalho da Polícia. "Deveria haver uma intervenção no sistema de tecnologia e na investigação policial. Acontece a intervenção de homens armados e fardados, o crime para de atuar quando eles estão presentes, mas depois toda a cadeia volta a funcionar e o problema acaba não sendo resolvido", apontou.

Secretaria

O titular da SSPDS, André Costa, refutou a possibilidade de intervenção federal no Ceará. "É uma medida desnecessária. Em 2017, o Governo Federal propôs a disponibilidade de 250 policiais da Força Nacional para a SSPDS, mas não aceitamos. Não é a solução do problema. A solução é muito mais profunda".

Um grupo de 15 homens, formados principalmente para combater o crime organizado, concluiu o 2º Curso de Operações Especiais da Polícia Militar do Ceará, considerado uma preparação de elite, que não era realizada no Estado há 21 anos. A solenidade aconteceu na sexta-feira (12). Dentre os militares, 14 são do BPChoque e um do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur). Os concludentes são chamados de 'caveiras'.

Os policiais estiveram no Rio de Janeiro, com o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais); e em Pernambuco com a Ciosac (Companhia Independente de Operações de Sobrevivência na Caatinga).

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