Benfica

Comerciantes reclamam proibições

01:00 · 13.03.2018

Desde o ocorrido no Benfica, no fim da noite da última sexta-feira (9), "é como se a Praça também tivesse morrido", externa uma moradora do local em alusão à diminuição de pessoas frequentadoras da Gentilândia.

Em uma ponta do espaço, jovens andando de skate deslizam pelas rampas montadas; na outra, uma barricada de ladrilhos do chão da Praça preserva o fogo posto por manifestantes; em toda ela, só desalento.

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Os comerciantes que ocupam a Gentilândia há alguns anos vendem lanches e reclamam da diminuição de público em decorrência da chacina, claro, mas também de uma decisão do 21º Batalhão de Polícia Militar: "não se pode mais colocar cadeiras e mesas no local para 'evitar aglomerações'", externa o dono de uma das barracas. Lanches agora estão sendo vendidos com um único intuito: "para viagem".

Logo à frente, os bares situados à Rua Paulino Nogueira já estão passando igualmente por problemas em razão da decisão de proibir os materiais de descanso na Praça. Alguns administradores tiveram de demitir funcionários informais que atuavam para eles pois não há mais a necessidade de tantos trabalhadores, uma vez que não há mesas para servir.

De acordo com uma moradora da Rua Santo Antônio, uma das quais limita a Praça, "não se sabe o porquê da proibição, mas está fazendo com que as pessoas não venham". Antes do atentado, o local era recheado de jovens, crianças e adultos que faziam esportes e usufruíam da sua extensão. Para ela, as mudanças na região podem até vir, mas o medo que enfrentou na sexta foi suficiente para tomar uma decisão: "eu vou me mudar, isso não tem jeito, não".

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