Iguatu e Irapuan pinheiro

Chega a cinco o número de mortos

01:00 · 31.05.2018
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A operação foi desencadeada depois de achado o corpo do estudante universitário Jheyenderson de Oliveira Xavier, de 25 anos

Quatro ossadas e um corpo foram encontrados enterrados, no Município de Deputado Irapuan Pinheiro e em um sítio, no Distrito de Suassuna, em Iguatu, durante buscas que acontecem desde o dia 23 deste mês. A operação foi desencadeada depois do achado do corpo do universitário Jheyenderson de Oliveira Xavier, 25. Ontem, mais duas ossadas foram encontradas.

Conforme a Polícia Civil, o jovem foi executado com dois tiros na cabeça. O corpo dele foi achado cerca de cinco dias depois da morte. Estava em uma cova, com um metro de profundidade, no Sítio Canto, distante cerca de 10m da casa de Roberto Alves da Silva, 41; e Gleidson Dantas Barros, 30, suspeitos do crime.

Ao receberem informações da própria dupla de que haviam outros corpos no local onde Jheyenderson de Oliveira Xavier estava enterrado, equipes das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizaram buscas e encontraram, entre terça-feira (29) e ontem, mais três ossadas de homens e uma de mulher. As vítimas foram identificadas, extraoficialmente, como 'Micael', 'Vilmar', 'Jaqueline', e um adolescente de 17 anos, que havia desaparecido há cerca de sete meses, em Deputado Irapuan Pinheiro.

Conforme o delegado titular do Delegacia Regional de Iguatu, Jerffison Pereira, o adolescente suicidou-se. Contudo, o fato só será confirmado pelo laudo cadavérico. Os restos mortais da mulher estavam enterrados dentro de uma casa, sem uma das mãos. Roberto Silva disse que a mão estava em um recipiente com sal.

O segundo corpo seria de 'Micael', desaparecido desde outubro de 2017, conforme a família. Ele estava enterrado em um matagal, nas proximidades do Açude Trussu. O cadáver foi achado sem o crânio.

Motivação

Jerffison Pereira não descarta a possibilidade de a causa das mortes estar ligada com rituais de magia negra. Porém, considera que os homicídios podem ter sido programados, afirmando que Gleidson Barros era o mandante das mortes. "Ele chamava as vítimas para sair e atirava na boca delas". Segundo o delegado, os suspeitos praticavam os crimes há, pelo menos, um ano.

Segundo a Polícia Civil, Gleidson Barros seria pai-de-santo. 'Vilmar' seria seu seguidor. 'Sâmio', namorado de 'Jaqueline', teria sido o autor da morte do universitário. Os suspeitos disseram que 'Micael' mantinha vínculo de amizade com eles.

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