no Barroso

Chefe do tráfico do 'Gereba' é preso

Delegados Alceu Viana e Harley Filho, adjunto e titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas deram detalhes da prisão ( Foto: Saulo Roberto )
01:00 · 10.02.2018

O chefe do tráfico de drogas na Comunidade do Gereba, localizada no Barroso, foi preso na última quinta-feira (8), em operação realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Conforme uma fonte ligada à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o homem seria vinculado à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

De acordo com a Polícia Civil, Luciano da Silva, 26, conhecido como 'Macacão', foi preso em cumprimento de três mandados de prisão preventiva, sendo todos expedidos devido à acusações de homicídio. No total, são cinco processos em desfavor de Luciano pelo mesmo crime. O homem estava foragido desde 2016, quando danificou propositalmente a tornozeleira eletrônica que usava - à época, o mesmo cumpria pena em regime semi-aberto - e trocou de endereço sem comunicar à Polícia.

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As autoridades afirmam que Luciano iniciou as próprias atividades criminosas na comunidade da Santa Rita e migrou para o Gereba assim que entrou na facção, há cerca de um ano. Desde então, todas as ações organizadas por ele eram voltadas para preservar os pontos de venda de entorpecentes dominados pela organização. "Ele afirmou que o intuito era de se proteger e garantir o território para a comercialização de drogas. Nas palavras dele, quem chegasse e fosse rival, ele metia bala", afirmou o delegado Harley Filho, titular da Draco.

Expulsões

A prisão de Luciano acontece em um contexto de tensão no bairro, que teve estopim após uma dezenas de famílias serem expulsas do local pela facção Guardiões do Estado (GDE), no mês de janeiro. "Essa região é um verdadeiro palco de homicídios, porque o pessoal dessa região se desloca até a Babilônia, e vice-versa, gerando essa guerra entre facções. Acreditamos que trabalhar no sentido de efetivar esses mandados, em desfavor desses chefes vinculados a facções, certamente os demais comparsas não terão tanta facilidade para dividir armas, adquirir drogas, e aos poucos nós vamos diminuir os índices de homicídios".

Questionado se o homem teria envolvimento direto nos conflitos recentes entre as facções nos arredores do Barroso, o delegado afirmou que não há indícios da participação direta do mesmo em outros crimes. Além dos homicídios, Luciano irá responder por associação criminosa e posse ilegal de arma de fogo. Atualmente, o homem está detido no Complexo de Delegacias Especializadas (Code), no Bairro Aeroporto, mas será transferido em breve para uma das unidades prisionais do Estado.

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