ataque

Carro é incendiado em frente a 17º DP no Vila Velha

01:00 · 17.04.2018

Criminosos ainda não identificados arremessaram coquetéis molotov contra veículos que estavam apreendidos pelo 17º DP (Vila Velha), da Polícia Civil, na noite do último domingo (15). Um automóvel Chevrolet Celta foi totalmente incendiado, enquanto um Renault Duster foi apenas parcialmente atingido pelas chamas, porque o artefato não explodiu.

O titular interino da Distrital, delegado Wilton Freitas, contou que havia apenas um policial permanente no local, já que a Delegacia não é plantonista e se encontrava fechada. Os suspeitos arremessaram dois artefatos explosivos contra os veículos e fugiram em seguida, sem serem vistos, por volta de 23h.

"O policial permanente estava aqui sozinho. Por questão de carência de pessoal, nossa Delegacia passa por essa situação. Houve esse atentado, ele adotou todas as providências, acionou o coordenador do plantão e a Ciops (Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança)", relatou o delegado.


A Polícia Militar chegou ao local para isolar a área e reforçar a segurança contra a possibilidade de novos ataques. Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) compareceu em sequência e apagou o fogo.

Em diligências pela região após o controle do incêndio, policiais encontraram mais quatro coquetéis molotov que foram abandonados na calçada de uma escola e realizaram a apreensão. Uma equipe da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) foi até a Delegacia na manhã de ontem, recolheu o material explosivo para ser periciado e analisou os automóveis atingidos pelo fogo.

Investigação

O policial permanente registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) sobre o fato criminoso, no 17º DP, e a Delegacia baixou portaria e instaurou inquérito policial para apurar a autoria e a motivação do crime, de acordo com o delegado Wilton Freitas.

O titular interino da Distrital afirma que a primeira linha de investigação é de que os criminosos tinham como alvo o equipamento da Polícia Civil, com o objetivo de confrontar a Instituição, e cita a prisão de uma quadrilha suspeita de torturar e matar três mulheres, no início de março, e ocultar os cadáveres no bairro Vila Velha.

"Sempre que se faz isso é de represália a algo positivo que a gente fez pela sociedade e em prejuízo aos bandidos. Como não tem ninguém preso, a gente tem 30 dias para fazer a investigação", finalizou Freitas.

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