Em Maracanaú

Cacique é alvo de atentado à bala

01:00 · 14.09.2018
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A cacique Maria Madalena Braga da Silva, de 56 anos, foi baleada, mas não corre risco de morte

A ação criminosa em que uma líder indígena foi baleada na cabeça, dentro da aldeia onde vive, em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), na noite da última quarta-feira (12), está sendo investigada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE). Ela não corre risco de morte. Ninguém foi preso até o fechamento desta matéria.

A cacique Maria Madalena Braga da Silva, de 56 anos, caminhava pela Rua Manuel Pereira, na aldeia Santo Antônio do Pitaguary, por volta de 20h30, após visitar um irmão, quando foi surpreendida por um homem armado. Ela chegou a entregar o celular, mas depois entrou em luta corporal com o suspeito.

Segundo o comandante da Área Integrada de Segurança 12 (AIS 12), tenente-coronel Océlio Alves, a arma de fogo, semelhante a uma garrucha, disparou e atingiu a cabeça da cacique de raspão. A mulher foi levada por populares para um hospital em Maracanaú, enquanto o criminoso fugiu.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou, em nota, que o suspeito estava encapuzado e saiu de uma área de vegetação para atirar e, em seguida, voltar para o matagal.

Liderança

Um membro do grupo Pitaguary, que conversou com a reportagem com a condição de não se identificar, acredita que Maria Madalena foi alvo de um atentado, visto que 'é uma liderança do povo e, por isso, combate muitas coisas erradas'. Cacique Madalena é uma militante da causa Pitaguary há pelo menos 20 anos. Esse grupo indígena habita terras em Maracanaú, Pacatuba e Maranguape e tem como uma das principais reivindicações a demarcação de terras.

Buscas

A ocorrência foi registrada na Delegacia Metropolitana de Maracanaú, responsável pela investigação do caso. O tenente-coronel Alves afirmou que a Polícia Militar realiza buscas pelo suspeitos, na região onde aconteceu o crime.

A Secretaria da Segurança lembrou que a população pode contribuir com as investigações ao repassar informações que possam ajudar na elucidação do caso. As denúncias podem ser feitas pelos números (85) 3101-2830 e 3101-2831, da Delegacia Metropolitana.

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