Fuminho

Autor do crime está foragido há 20 anos

01:00 · 24.03.2018
‘Gegê’ e ‘Paca’'
‘Gegê’ e ‘Paca’ eram os maiores líderes do PCC, em liberdade. Eles moravam no Ceará há cerca de um ano e teriam sido mortos a mando de um comparsa

Considerado pelas Polícia Civil do Ceará e de São Paulo como autor intelectual e mandante do crime que vitimou Rogério Jeremias de Simone, o ‘Gegê do Mangue’; e Fabiano Alves de Souza, o ‘Paca’, o traficante Gilberto Aparecido dos Santos, o ‘Fuminho’, é um foragido da antiga Casa de Detenção de São Paulo, conhecida como Carandiru, há 20 anos. 

A informação da Polícia paulista dá conta que Gilberto Aparecido é um dos criminosos mais procurados do Brasil. ‘Fuminho’, também integrante da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) é o responsável pelas contas da organização e do líder máximo, Marcos Willians Herbas Camacho, o ‘Marcola’.

> Empresário esteve nas casas dos líderes do PCC 

Pela ligação da dupla, foi cogitado que a morte de ‘Gegê’ e ‘Paca’ teriam sido ordenadas por ‘Marcola’. Porém, em entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), contou que ‘Marcola’ se considerou traído devido às duas mortes.

A afirmação do promotor é baseada em um bilhete interceptado na Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P2, de Presidente Venceslau, onde Camacho e o restante da cúpula do PCC estão presos. “Ele espalhou um ‘salve’ à respeito e falou que não autorizou as mortes dos dois”, disse Gakiya. Ainda não se sabe se ‘Fuminho’ esteve no Ceará no dia das execuções. 

Executores

A Polícia Civil identificou outros suspeitos, que teriam participado diretamente dos homicídios. São eles, Wagner Ferreira da Silva, o ‘Cabelo Duro’; Erick Machado Santos, o ‘Neguinho Rick da Baixada’; Ronaldo Pereira Costa; André Luiz da Costa Lopes, o ‘Andrezinho da Baixada’; Thiago Lourenço de Sá de Lima; e o piloto Felipe Ramos Morais.

‘Cabelo Duro’ foi morto em São Paulo na semana seguinte aos assassinatos de ‘Gegê’ e ‘Paca’. Segundo o MPSP, todos os envolvidos nas execuções ocorridas no Ceará tiveram suas mortes decretadas pela facção. Nenhum deles foi preso.

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