Ameaças à Polícia e onda de ataques

01:00 · 20.03.2017
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Secretário da Segurança Pública, André Costa, disse no Facebook que as forças de segurança não vão recuar por conta de ameaças de criminosos

Mensagens postadas em redes sociais, supostamente atribuídas a facções criminosas, se espalharam no fim de semana, em Fortaleza. Em vídeos e textos, bandidos ordenavam mortes de policiais e a continuidade da onda de ataques iniciada na sexta-feira (17), que atingiu a Capital e deixou um saldo de três ônibus e uma cabine da PM incendiados.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, se pronunciou, ontem, em uma rede social dizendo que a Polícia "não recuará" diante de ameaças. Na publicação, Costa disse que "não adianta espernear, criar vídeos ameaçadores e postagens no Facebook, pois por trás de uma câmera todo homem é macho". Ainda na mensagem, ele afirma que os agentes que atuam no Estado - policiais civis e militares, bombeiros, peritos e auxiliares de Perícia - estão junto, tomaram a ofensiva e vão seguir adiante.

'Saboré'

Uma das linhas de investigação da Polícia é que os ataques tenham sido desencadeados pela morte de Weverton da Costa Santos, o 'Saboré'. Ele era líder de uma gangue que atuava na Sapiranga e morreu em confronto com a Polícia, no Lagamar.

O primeiro ônibus foi incendiado no Alagadiço Novo, horas depois da morte do criminoso. O major Hideraldo Bellini, destacado na Sapiranga, disse que os suspeitos do ataque eram membros da gangue de 'Saboré' e que não tinha dúvidas que foi uma retaliação à execução dele. Horas depois, mais dois ônibus foram queimados, no Conjunto José Walter e na Sapiranga.

Os ataques não atingiram apenas os veículos do transporte público. Na madrugada de sábado (18), uma cabine da PM, que fica no Centro, amanheceu destruída pelo fogo. O delito foi cometido por um casal.

Suspeitos

Ainda não há confirmação que os casos estejam ligados. Nenhum suspeito foi detido ainda. André Costa disse que já esperava reações de criminosos. "Esperávamos e contávamos com elas. Algo que viria naturalmente. Mas estamos unidos e prontos para reagir sempre à altura, oferecendo a eles os caminhos que queiram percorrer. Só um aviso: sejam sábios, escolham o menos pior", afirmou o secretário.

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