Após tentar fugir

'Alemão' sai do IJF e retorna à prisão

Antônio Jussivan Alves dos Santos esteve internado por três dias, na unidade de saúde, após sofrer tiros em uma tentativa de resgate no presídio de Pacatuba
01:00 · 12.08.2017 / atualizado às 09:20

O líder do furto ao Banco Central, em 2005, Antônio Jussivan Alves dos Santos, o 'Alemão', recebeu alta do Instituto Dr. José Frota (IJF), na última sexta-feira (11). O presidiário esteve internado por três dias, após ser baleado em uma tentativa de fuga da penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Conforme informações apuradas pelo Diário do Nordeste, 'Alemão' foi encaminhado ao Centro de Triagem e Observação Criminológica (CTOC), da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), em Aquiraz. A Pasta não confirmou a informação, por medida de segurança.

Antônio Carlito Avelino, o 'Boi', e Paulo Laércio Pereira da Silva, o 'Paulo Cabecinha', que também tentaram fugir na mesma tentativa de resgate, foram transferidos para a mesma unidade de 'Alemão', por decisão da juíza corregedora dos Presídios e Estabelecimentos Penitenciários da Comarca de Fortaleza, Luciana Teixeira de Souza.

O trio da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foi ferido ao protagonizar uma ação ousada, na última terça-feira (8), quando 15 homens fortemente armados tentaram resgatar os comparsas.

Policiais militares e agentes penitenciários plantonistas reagiram à ação criminosa, baleando os três presos e afugentando o bando. 'Alemão' e 'Boi' tiveram de ser levados, sob custódia policial, ao IJF, no Centro de Fortaleza. Já 'Paulo Cabecinha' foi atendido dentro do presídio.

Antônio Jussivan também é apontado pela Polícia como participante de assaltos a carros-fortes. Antônio Carlito é considerado um especialista em ataques a instituições financeiras. Já Paulo Laércio é suspeito de homicídios, receptação e assaltos a carros-fortes.

Transferência

O representante do Ministério Público na Corregedoria dos Presídios de Fortaleza, promotor André Barbosa, afirmou que está estudando a possibilidade de solicitar a transferência permanente dos três presos do PCC: "Ficou claro que aquele local não tem condições de segurar pessoas que participam de grupos criminosos altamente armados. Vamos conversar com a juíza corregedora para transferi-los para um lugar adequado, que pode ser um presídio federal".

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