bolsa família

Agiota é detido com 450 cartões

Parte do material foi encontrada na casa do suspeito de montar o esquema criminosos no Centro de Solonópole; a outra estava na propriedade rural dele
00:00 · 07.06.2018 / atualizado às 01:15

Equipes da Delegacia da Polícia Civil de Solonópole (a 313Km de Fortaleza) e do Departamento de Polícia do Interior - Sul (DPI Sul) apreenderam na madrugada de ontem, mais de 450 cartões de beneficiários do programa federal 'Bolsa Família', que estariam na casa de um suspeito de agiotagem. Segundo informações de um dos coordenadores da ofensiva, denominada 'Operação Umari', os cartões foram localizados na casa de Antônio Gleuson Marcos Pinheiro, no Centro da Cidade.

Conforme as investigações da Polícia Civil, Antônio Gleuson estava emprestando dinheiro aos beneficiários cobrando juros exorbitantes. Como garantia para contraírem os empréstimos, junto ao suspeito de agiotagem, as vítimas entregavam os cartões e também forneciam as senhas para que fossem feitos saques dos valores depositados pelo Governo Federal.

Os levantamentos  financeiros dos lucros do suspeito de montar o esquema estão sendo efetuados. Entretanto, a contar pelo número de cartões, a estimativa da Polícia Civil é que os saques mensais ultrapassavam os R$ 100 mil.

As movimentações financeiras articuladas por Gleuson Pinheiro eram organizadas. Além das cadernetas com anotações dos débitos, lucros e saques, o suspeito mantinha uma lista com dados pessoais das vítimas, em ordem alfabética. Enquanto os devedores passavam até fome em razão das dívidas contraídas, o suposto agiota construiu uma casa de luxo. "Ele também possui uma fazenda na localidade de Pasta, onde foram apreendidas duas espingardas, um revólver e munições", acrescentou um investigador.

Detenção

Antônio Gleuson Marcos Pinheiro foi localizado pela Polícia poucas horas após a deflagração da operação, na casa de uma mulher apontada pelos investigadores como amante dele, localizada às margens da BR-122.

Ainda de acordo com inspetores da Polícia Civil, Antônio Gleuson confessou o esquema de empréstimo ilegal. Segundo os policiais que conversaram com o suspeito, o esquema já vinha sendo mantido há meses e gerava lucros cada vez maiores.

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