'operação renault 34'

Adepol processará membros do MPCE

O advogado da Associação, Leandro Vasques, disse que o MPCE descumpriu uma ordem judicial, que preservava o sigilo do caso ( Foto: Cid Barbosa )
01:00 · 05.05.2018 / atualizado às 01:13
O delegado Romério Almeida está internado, após ser afastado do cargo e tentar suicidar-se ( Foto: Thiago Gadelha )

Um procedimento para apurar um possível desvio de conduta dos promotores do Núcleo de Investigação Criminal do Ministério Público do Estado (MPCE), que estão à frente das apurações da 'Operação Renault 34', será entregue no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), na próxima segunda-feira (7). A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Ceará (Adepol) assina o documento, que será protocolado junto ao Judiciário.

A associação alega que os promotores de Justiça responsáveis pelo caso teriam quebrado o sigilo do processo que investiga o delegado Romério Almeida. Segundo o MPCE, ele teria participado de um suposto esquema criminoso no exercício da função. Segundo o órgão fiscalizador, em uma interceptação telefônica autorizada pela Justiça estadual, o advogado Hélio Nogueira Bernardino, e seu cliente, Anderson Rodrigues da Costa, negociavam a liberação do veículo Renault Logan, que estava apreendido do 34°DP (Centro), onde Almeida era lotado.

Disciplinar

Na última quinta-feira (3), a Adepol já havia dado entrada em uma representação disciplinar contra os promotores, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O advogado Leandro Vasques disse que o MPCE descumpriu uma ordem judicial, que preservava o sigilo do caso, divulgando detalhes que deveriam estar resguardados.

O MPCE reenviou uma nota já publicada, dizendo que "as investigações obedecem aos ditames constitucionais e legais, com absoluto respeito aos direitos e garantias dos implicados".

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