Crime em 2015

Acusados de matar e incendiar o corpo de uma mulher em Aiuaba irão a júri popular

Antônia Lurdielma Pereira de Oliveira, na época com 23 anos, ficou desaparecida por duas semanas até que os acusados confessaram o crime

15:45 · 26.07.2017 / atualizado às 21:01

Réus confessos no assassinato de Antônia Lurdielma Pereira de Oliveira, de 23 anos, os acusados José Fernando Sousa Oliveira, Francisco das Chagas Sousa Mota e Antônia Matilde Feitosa Ferreira serão levados a júri popular no município de Aiuaba, na região dos Inhamuns, conforme decisão do juiz Hyldon Master Cavalcante, da comarca local. A vítima chegou a ficar desaparecida por duas semanas em julho de 2015, até que seu corpo foi encontrado carbonizado em uma cova rasa.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), Lurdielma foi morta no dia 5 de julho de 2015, após sair de uma festa com Antônia Matilde, que a convidou para continuar os festejos na casa dela. Ao chegar ao local, porém, a vítima foi levada a um matagal e alvejada com três tiros disparados por José Fernando e Francisco das Chagas. Em seguida, os acusados usaram gasolina para incendiar o corpo da jovem e enterraram o cadáver no dia seguinte.

Após duas semanas de investigações, os acusados acabaram confessando o crime e indicaram o local onde estava o corpo de Lurdielma. Na época, o desaparecimento da jovem se tornou um grande mistério em Aiuaba, ganhando repercussão por todo o Estado. Segundo os réus, o crime teria sido premeditado e motivado por vingança por parte de Fernando, já que a vítima o teria denunciado por tráfico de drogas e porte ilegal de arma.

O processo

Após serem presos, os acusados pleitearam diversas circunstâncias atenuantes no crime. A defesa de Francisco das Chagas, por exemplo, requereu que a pronúncia recaísse apenas quanto ao homicídio na sua forma simples. Já a de José Fernando, pediu que fossem levados perante o Tribunal do Júri apenas os crimes de homicídio qualificado e o de ocultação de cadáver, rejeitando as outras qualificadoras apresentadas na denúncia. Antônia Matilde, por sua vez, argumentou que não existem indícios de sua participação, requisitando absolvição sumária ou alternativamente sua impronúncia.

O juiz da comarca de Auiaba, porém, destacou que existem subsídios suficientes de materialidade e indícios de autoria a justificar a pronúncia de todos os réus. O magistrado também manteve a prisão preventiva dos acusados.

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