Suspeito de latrocínio

ACM esclarece solturas seguidas

01:00 · 28.04.2018

A Associação Cearense de Magistrados (ACM) esclareceu, nessa sexta-feira (27), por meio de nota, as solturas de um dos suspeitos de matar o empresário e diretor esportivo do Fortaleza Roberto Mamede Studart Soares, vítima de uma tentativa de assalto na tarde da última segunda-feira (23), quando saía de um banco na Avenida Santos Dumont.

Conforme a ACM, as decisões pelas duas solturas de Luis Djacy Rodrigues de Sousa Júnior, 23, não foram aleatórias. A Associação esclareceu que a decisão aconteceu de acordo com a normatização brasileira. Quando capturado um dia após o latrocínio, a Polícia Civil divulgou que Luis Djacy já tinha duas passagens por roubo.

A Associação ressaltou que a atuação das magistradas Adriana Aguiar Magalhães, da 15ª Vara Criminal, e Marileda Frota Angelim Timbó, da 14ª Vara Criminal, aconteceu conforme a Lei.

"Cabe esclarecer que a soltura de Luis Djacy Rodrigues de Sousa Junior, em 2014, foi ordenada pelo Tribunal de Justiça do Ceará, quando da concessão de habeas corpus, e que a Juíza Adriana Aguiar Magalhães, citada na reportagem, apenas deu cumprimento à decisão da Instância Superior, expedindo o alvará de soltura", disse a ACM.

Sobre a segunda prisão do suspeito, ainda no ano de 2014, Marileda Frota condenou o réu pelo crime de roubo, com pena de quatro anos. Porém, ao aplicar o que é previsto no Código Penal Brasileiro, foi determinado o cumprimento da pena em regime aberto, "uma vez que se tratava de réu primário, sendo aquela a sua primeira condenação".

Por fim, a ACM expressou na nota que: "tem anseio pela rápida investigação do latrocínio e punição dos responsáveis, bem como pela superação desse triste estado de violência".

Além de Djacy, os policiais capturaram um adolescente. O jovem de 16 anos é quem teria disparado contra Roberto Studart. Ele também já havia sido apreendido anteriormente.

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