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Ricas experiências

04:30 · 02.08.2018 / atualizado às 09:22 · 08.08.2018
Thaís Muniz
Thaís Muniz: dificuldades trazem aprendizado.

Trabalhar em outro país, viver novas experiências e aperfeiçoar o inglês. Um intercâmbio de trabalho no exterior pode trazer novos ares à carreira de um jovem ou mesmo ser o pontapé de uma jornada profissional. “Além da imersão em uma nova cultura e da possibilidade de praticar o idioma em ambientes formais, os programas de trabalho e de estudo no exterior oferecem boa relação custo x benefício e proporcionam um ambiente favorável ao desenvolvimento de competências e atitudes importantes para a vida profissional dos participantes – como ampliação da visão de mundo, realização de networking internacional e capacidade de negociação e argumentação”, avalia Rui Pimenta, Diretor do Student Travel Bureau (STB).

Para o Diretor da agência, uma experiência de trabalho no exterior ajuda os jovens a desenvolver e aprimorar competências essenciais para o mercado de trabalho, como flexibilidade, jogo de cintura, capacidade de negociação e adaptação a diferentes ambientes. “É notável como os participantes voltam diferentes para o Brasil. Além da melhora no nível de inglês (ou do idioma escolhido), costumam apresentar comportamento mais maduro, flexível, independente e proativo. Assim, tendem a conseguir melhores colocações no mercado de trabalho – já que essas são habilidades bastante valorizadas pelos recrutadores durante uma entrevista de emprego”, observa.

Entre os diversos tipos de programa de trabalho no exterior, os principais são o programa de Au Pair (trabalho remunerado como cuidadora de crianças de famílias norte-americanas), o Work and Travel (experiências temporárias para universitários durante as férias), o Camp Counselor (monitores de acampamentos escolares, também durante as férias), Estágio nos Estados Unidos, Austrália e China e Trabalho Voluntário. “Os mais procurados pelo público cearense são o Au Pair e o Work and Travel”, informa Rui Pimenta.

Work and travel

A estudante de Cinema e Audiovisual Thaís Muniz, de 22 anos, passou dois meses e meio nos Estados Unidos neste ano trabalhando em um resort em Whitefield, New Hampshire. Ela conta que não tinha experiência de trabalho e foi contratada para a área de food and beverage do empreendimento hoteleiro. “As duas primeiras semanas foram uma espécie de teste, e eu fiz um pouco de tudo no restaurante: fui garçonete, hostess, porter (auxilia os garçons limpando as mesas) e, por fim, fiz serviço de quarto. O trabalho exigia bastante, pois quando o resort estava cheio, eu tinha de trabalhar muitas horas em pé e lidar com hóspedes que esperam um serviço impecável e supervisores que estavam sempre mandando fazer alguma coisa. Nunca estava parada”, recorda.

Mesmo sendo um trabalho fora da área de estudo, Thaís Muniz acredita que a experiência agrega valor à vida profissional. “Se fosse aqui no Brasil, eu provavelmente não teria um emprego desses, mas acho que foi importante para expandir os horizontes estar em um lugar em que eu tinha de colocar a mão na massa e fazer o que fosse mandado. Além disso, eu estava em contato com pessoas de diversas partes dos EUA e do mundo e aprendi a conviver com culturas e crenças diferentes”, reflete.

Por já falar o inglês, a estudante optou por uma experiência em que pudesse praticar o idioma e conseguir o investimento de volta trabalhando. “Depois que acabou o meu contrato, com o dinheiro que eu juntei consegui conhecer Nova Iorque, Washington DC, Las Vegas e Los Angeles. A parte do ‘travel’ é tão importante quanto a do ‘work’”, avalia.

Adaptação

Thaís Muniz conta que não teve dificuldade em se adaptar à distância da família e ao clima – mesmo no frio de -35°C. Mas muitos candidatos podem sofrer com as mudanças, especialmente porque esse tipo de intercâmbio se diferencia do intercâmbio de estudos. “Diferentemente de um intercâmbio de estudos no exterior (em que o participante é cliente do início ao fim do programa), durante os intercâmbios de trabalho eles passam a ser prestadores de serviço, precisando submeter-se a algumas regras impostas pelo empregador. Por isso, sempre recomendamos uma autorreflexão para que o cliente tenha certeza de que está, de fato, preparado para viver uma experiência de trabalho no exterior”, orienta Rui Pimenta.

Especialista em Educação Internacional, Wellington Oliveira, Diretor da Experimento Intercâmbio Cultural no Estado do Ceará, sugere que, antes de tomar a decisão por um intercâmbio de trabalho, o candidato avalie se está pronto para encarar uma viagem sem a influência dos pais nas decisões cotidianas. “O jovem precisa saber que vai cortar o cordão umbilical e os pais, por sua vez, também precisam entender que isso vai acontecer. Um jovem muito dependente da família sofre um pouco mais com essa separação, mas no final ele acaba se descobrindo capaz”, ilustra.

Além de ajudar no desenvolvimento de habilidades observadas nas empresas, como flexibilidade e adaptabilidade, a experiência acelera o amadurecimento do jovem que se vê longe de casa cuidando de si. “O feedback que escuto dos pais é incrível! O aluno se torna mais adulto, independente, flexível, menos intransigente. Esse senso de maturidade se dá pelo simples fato de que eles precisam resolver os próprios problemas”, argumenta Wellington Oliveira.

A estudante Thaís Muniz gostou tanto do intercâmbio que, se pudesse, viveria tudo de novo. Além de recomendar a experiência, ela deixa um conselho. “É a melhor experiência que alguém pode ter na vida. Você cresce, conhece gente nova, aprende a lidar com as diferenças e ainda consegue dinheiro para viajar mais e comprar coisas. Vá de cabeça aberta, disposto a trabalhar pesado e não deixe pequenos percalços (que vão acontecer uma hora ou outra) te abalar”, aconselha. 


Programas de trabalho no exterior

Au Pair nos Estados Unidos
De 18 a 26 anos; inglês intermediário; US$ 195,75/semana (remuneração)
Duração: 1 ano, com possibilidade de extensão por mais 6, 9 ou 12 meses

Trabalhar nos EUA - Work and Travel
De 18 a 28 anos; inglês intermediário; a partir de US$ 7,25/hora trabalhada (remuneração)
Duração: 3 a 4 meses

Monitor de acampamento nos Estados Unidos
De 18 a 30 anos; inglês avançado; de US$ 1.300 a US$ 1.750 (ajuda de custo, ao final do programa)
Duração: 9 a 10 semanas

Estágio profissional na China
De 18 a 30 anos; inglês avançado; bolsa-auxílio
Duração: a partir de 4 semanas

Estágio em turismo e hotelaria
De 18 a 30 anos; inglês avançado; a partir de US$ 7,25/hora (remuneração)
Duração: de 6 a 12 meses 

Fonte: stb.com.br

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