Especial publicitário

Questão de confiança

QI do Bem

11:02 · 06.07.2018 / atualizado às 08:32 · 13.07.2018
Especialistas em mercado de trabalho afirmam: uma boa rede de relacionamentos é importante, mas pode não trazer resultados efetivos se o candidato à vaga de emprego não
investir na sua qualificação. Não é novidade que o famoso “Quem indica”, ou “QI”, é uma prática comum no mercado de trabalho. Em um cenário em que a oferta de vagas não é tão propícia quanto antes, a indicação de amigos e parentes faz toda a diferença para quem está procurando uma colocação no mercado de trabalho. “A vantagem da prática do QI é que alguns profissionais ainda se sentem mais seguros contratando um candidato que foi indicado por alguém de sua confiança”, observa a  psicóloga Rafaelle Sobreira (foto), especialista em Recursos Humanos.
Não apenas profissionais experientes se beneficiam com a prática, mas estudantes à procura de estágio também são favorecidos com o “QI”, sobretudo em tempos em que os jovens são afetados pelo encolhimento do mercado. Segundo levantamento feito pela Companhia de Estágios – consultoria e assessoria especializada em programas de estágio e trainee –, um quarto dos estagiários em atividade no País conseguiu a vaga por meio de indicação. Foram ouvidos 2.193 estudantes de todo o Brasil.
De acordo com a recrutadora, dentre os diversos meios que os jovens usam para chegar ao tão sonhado estágio, o “QI” tem um peso cada vez mais relevante. Contudo, a  indicação não significa garantia de contratação. Segundo a pesquisa da Companhia de Estágios, dentre os estagiários que conseguiram a vaga por meio de indicação, 61% investiram em qualificação no último ano, seja por meio de cursos de idiomas, de informática ou especializações na sua respectiva área de estudo. Outros 13,5% realizaram
atividades voluntárias ou um projeto profissional (como abrir o próprio negócio) nos últimos 12 meses. “Isso sinaliza, inclusive, que o jovem deve, sim, construir um bom networking, mas, antes de tudo, investir na qualificação e no fortalecimento do currículo”, avalia Tiago Mavichian, Diretor da Companhia de Estágios.
 
PONTO DE VISTA
Para a psicóloga Rafaelle Sobreira,  o QI é uma prática antiga e que sempre existirá. Porém, com as novas tendências de seleção, por mais que a indicação aconteça, o candidato precisará passar por um processo bem mais transparente de seleção e, se os seus resultados não atenderem ao perfil desejado pela empresa, a vaga não está garantida. “Bons contatos fazem a informação da vaga chegar até você e faz seu 'nome' chegar à área de seleção, mas não garante a contração. Existem vagas que não são divulgadas no mercado de maneira tradicional, daí a importância do networking”, afirma a especialista em Recursos Humanos.
 
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