Artigo

Trânsito urbano

00:00 · 09.06.2018

As intervenções de engenharia com a construção de viadutos, túneis e ampliação de vias, assim como a sistematização de sentido único em diversas ruas e avenidas, tem colaborado muito para a boa fluidez do trânsito na cidade. No entanto, ainda são insuficientes para atender a grande demanda de veículos que circulam pelo centro urbano, principalmente nos horários de pique: ao amanhecer, na ida ao trabalho; ao meio-dia; e à tardinha, no retorno das atividades profissionais. As grandes avenidas normalmente estão congestionadas, alimentando enormes filas de veículos no tráfego direcionadas ao centro comercial.

Todas, sem exceção. Faixas preferenciais para o deslocamento dos transportes coletivos. Faixas exclusivas de antecipação para motocicletas nos sinais das grandes avenidas. Faixas para ciclismo, também. Todas têm sido intervenções que buscam melhorar a fluidez do trânsito na cidade. A solução para diminuir possivelmente esses congestionamentos é a priorização e o investimento no "transporte coletivo de qualidade".

Os metrôs ajudam. Mas certamente o cidadão que possui o seu veículo particular para seus deslocamentos cotidianos somente optará pelo transporte coletivo se ele tiver as mesmas condições de conforto que o seu veículo oferece, ou seja: um assento individual; ar-condicionado; trajetos de ida e vinda próximos ao seu trabalho; economia da despesa mensal, similar ou menor ao de seu veículo particular e campanhas que convençam as pessoas que o transporte coletivo é compensador.

Desta forma, com investimento em transporte coletivo de qualidade poderemos ter um trânsito menos congestionado, mais seguro e com maior fluidez.

José Wagner de Paiva Queiroz

Psicólogo especialista em Trânsito

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