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Só política

00:00 · 25.04.2018

Daqui pra frente, o País vivenciará a fase da movimentação pré-eleitoral. Os nomes desde já postos, e outros mais ainda desconhecidos, deixarão as atividades congressuais, as assembleias legislativas e as câmaras municipais semiparalisadas. Olhos, ouvidos, corpo e alma estarão dedicados às atividades de conquista dos eleitores, desiludidos com o mundo político diante dos fatos divulgados diariamente pela mídia. Então, convencer o eleitor não vai ser tarefa fácil, e espera-se, conforme os analistas, uma " renovação" da trupe, embora conservando os sobrenomes dos " padrinhos", porquanto muitos detentores de mandatos não se mostram com coragem para enfrentar novo pleito. Indicarão filhos, esposas e parentes para a luta no campo das conquistas pelo voto do sempre enganado eleitor. Aqui, no Ceará, quanto à Assembleia Legislativa, aponta-se para "mudança" da ordem de quarenta por cento na dança das cadeiras, pois muitos deputados ou tentarão a Câmara Federal ou simplesmente passarão o bastão para alguém da família. Alguns nomes já são visíveis.

Assim sendo, o País ficará paralisado até outubro, assistindo à debandada geral e colocado no sistema stand- by. Esqueçam-se reformas, frequência às sessões, e o governo caminhará para o final melancólico, como todo final de governo sem apoio popular, no caso o governo centralizado em Brasília. Nada mais restará a fazer senão cumprir o restante do mandato, e aguardar as esperadas investigações na área da Justiça para aqueles então sem o privilégio do foro especial. Só em 2019 será possível acreditar em governabilidade e em mudanças.

Eduardo Fontes
Jornalista e administrador

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