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Serviço Público

00:00 · 07.06.2018 / atualizado às 15:29 · 13.06.2018

No futuro, o serviço público pode ser mais público? A resposta é: sim. E o desafio está em deixarmos de demonizar a política e setor público. Sem servidores e repartições não existe sociedade organizada; sem política, sobretudo democrática, não existe escolha e debate. Assim, parte da resposta está na mudança de atitude de quem olha para esse universo de forma pejorativa.

Outro ponto é a inovação, que entrou definitivamente no vocabulário da gestão pública. Mas para isso ainda existem desafios, pois nem tudo o que muda é inovador, e o termo precisa vencer a banalização. A ideia de que ao servidor público cabe fazer apenas o que está escrito é um aspecto burocrático e seguro ao mundo jurídico, mas nem sempre garante avanços. Assim, para inovar é necessário flexibilizar, sem perder a regra de vista. Por fim, inovar no setor público não é necessariamente revolucionar, mas fazer o possível para colher ganhos.

Diante deste desafio, dois princípios são elementares: assegurar a eficiência e ampliar a participação da sociedade. No universo público, eficiência e participação são complementos. Isso indica que o Estado nunca será eficiente como o mundo privado, e tampouco suas decisões devem ser construídas de forma tão participativa a ponto de inviabilizar ações.

Assim, equilíbrio entre tais princípios é elementar, e neste contexto é essencial que o cidadão vença os preconceitos da política e do serviço público. Devemos aprender a cobrar eficiência e fiscalizar, bem como aprimorar nossa participação. O futuro do serviço público, nesse sentido, depende de todos para se tornar mais público.

Humberto Dantas
Doutor em Ciência Política

Fernando Coelho
Doutor em Administração Pública

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