Artigo

Político exemplar

00:00 · 13.04.2018

Já faz tempo do trágico falecimento do Dr. Ulysses Guimarães (12.10.1992). Sua memória continua viva para muitos. Na biografia de Ulysses, a eminência do homem apaga o brilho das circunstâncias, por maior coruscantes sejam as luzes destas. Assim, carece de importância o deputado federal, o ministro da Indústria e Comércio, presidente da Câmara dos Deputados, presidente da Constituinte ou qualquer outro galardão da glória e do poder.

Seu perfil, analisando suas atitudes e comportamento, mostra a coerência política, a integridade pessoal, a coragem cívica e a obstinada tenacidade na construção de um Brasil maior, democrático, onde prevaleçam entre nós, a justiça, a liberdade, a honestidade, a paz e o amor à Pátria. Lembro-me, com saudades, do Dr. Ulysses, nos anos de 1984 e 1985, trabalhando de forma pacífica e com espírito público, pela redemocratização do Brasil. À época, tive a honra de governar o Ceará e participava de reuniões com Aureliano Chaves, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Franco Montoro, Marcos Maciel e outros políticos que representavam o desejo e a esperança do povo brasileiro. Ulysses e Aureliano eram os dois principais articuladores do movimento que originou a Aliança Democrática, garantindo a eleição do inesquecível Tancredo Neves, derrotando o então deputado Paulo Maluf, para presidente da República. O "Senhor Democracia" sempre repetia em nossas reuniões esta frase: "A corrupção é o cupim da República". Jamais deixaremos de lembrar e de homenagear Ulysses. Nossos jovens precisam conhecer a verdadeira história contemporânea do Brasil, do Nordeste e do Ceará.

Gonzaga Mota
Professor aposentado da UFC

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