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Política conturbada

00:00 · 05.04.2018 / atualizado às 00:51

O fim da última semana foi dos mais conturbados no plano nacional, com prisões de correligionários e amigos de Michel Temer. A ocorrência foi destaque na mídia, com menção explícita ao jurista e professor José Yunes, que já exercera, por breve período, cargo de confiança no gabinete do chefe do País. A imprensa ocupou-se na busca de informes pormenorizados, em torno da rumorosa diligência, porque os citados pela Procuradoria e chancelados pelo ministro Luís Roberto Barroso são próximos do Primeiro Mandatário que resultou frontalmente atingido.

O fato deixou o presidente e seus assessores indignados, obrigando-os a se reunir, de modo frequente, no fim da Semana Santa, para avaliar o alcance incalculável de reflexos tão danosos. Mantendo compromisso formal de inaugurar o Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, Temer não quis, em seu pronunciamento ali, referir-se ao episódio, colocando-se acima de qualquer suspeita em relação ao caso da Empresa Rodrimar, que atua no Porto de Santos.

O ministro Carlos Marum, com incisividade de sempre, nas entrevistas, repeliu as insinuações adversas ao chefe do Executivo, alegando que ele superará esse incidente objeto de averiguação processual autorizado pelo ministro Luís Roberto Barroso. O porta voz do Governo referiu que a honorabilidade de Temer vai sobrepairar, pois a assertiva objetivava tisnar a imagem do ocupante da cadeira Presidencial. Por fim, foi dito pelo ministro Marum que, ao anunciar a candidatura à reeleição, o presidente suscitou tais alusões que os seus adeptos mais próximos repeliram com veemente contundência.

Mauro Benevides. Jornalista

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