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Papel do educador

00:00 · 28.04.2018

Educar tem sido missão cada vez mais difícil. Não só pelos muitos recursos digitais e tecnológicos que parecem 'roubar' a infância das crianças, como pelos comportamentos expostos em redes sociais que estimulam o consumismo e as 'trolagens'. O celular e a internet têm mudado a forma de se relacionar em família e na escola.

Como convencer uma criança de seis anos, por exemplo, de que determinado comportamento é errado quando ela assiste na internet adultos fazendo a mesma coisa? Essa inversão de valores interfere no comportamento do aluno em sala de aula e na relação dele com colegas e educadores. O professor passa a lidar cotidianamente com alunos agressivos e debochados. Diante disso, como agir? A questão vem tomando dimensões assustadoras. As redes sociais são parte do problema, que pode ter origem também na falta de referências morais e de afeto.

Por isso, o educador também tem papel crucial na formação emocional da criança. Não é assumindo uma postura agressiva que exercerá sua autoridade. Não mais. O que deve ser buscado, gradualmente, é o fortalecimento do respeito por meio do diálogo.

É difícil? Muito! É preciso se aproximar do aluno, dando a ele a possibilidade de expressar seus sentimentos. Promover brincadeiras criativas que permitam a reflexão em torno de situações e comportamentos também ajuda a desenvolver a consciência do coletivo. Além disso, todos os esforços devem ser feitos para aproximar a escola dos pais.

Luis Antônio Namura. Educador

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