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O carro popular

00:00 · 13.01.2018

Nos anos setenta e oitenta eles tomavam as ruas. Fazem parte da memória de qualquer pessoa com mais de trinta e cinco anos, e hoje mesmo vários circulam pelas cidades. Esse veículo tão difundido começou em época cinzenta. O povo alemão nos anos 1930 não era rico. Os salários eram baixos.

Quando Hitler chegou ao poder em 1933, ele e seus asseclas trouxeram a ideia de transformar a Alemanha em uma sociedade de consumo de massa. Concluíram que para isso era necessário lançar no mercado produtos simples, feitos em série, baratos e com crédito facilitado. Produtos populares. Em alemão, povo é Volk.

E os produtos Volk se sucederam: o Volksempfänger (rádios - necessários para ouvir os discursos nazistas); Volkswohnung (casas populares); Volkskuhlschrank (geladeiras). O principal produto popular decorreu também de uma inclinação do próprio Hitler pelos motores. O mercado estava na mão de uma série de firmas em geral pequenas e de custos elevados. Insatisfeito, Hitler pressionou os fabricantes mas o preço nunca baixava tanto quanto ele queria.

Chamou o veterano engenheiro Ferdinand Porsche e este apresentou um carro para uma família - simples, de desenho arredondado e manutenção facilitada. Hitler investiu pesado em fundos públicos e em 1937 fundou-se a Sociedade para a Preparação do Carro do Povo Alemão, conhecida simplesmente como Volkswagen ("Carro do Povo").

Logo depois veio a guerra e a sua fábrica construída foi desviada para veículos de guerra. Depois do conflito a fábrica voltou ao velho protótipo de carro popular, que pela sua forma ganhou o apelido de Besouro.

Chegou ao Brasil no final dos anos 1950, já com o apelido de Fusca. E encheu nossas ruas até há bem pouco tempo.

Paulo Avelino. Administrador

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