Artigo

Juntos somos mais

00:00 · 11.09.2018

A indústria aeroespacial global passa por profunda transformação. Países como Japão, Rússia e China, apoiados por seus governos e com foco nos jatos de até 150 assentos, no qual a Embraer é líder mundial, estão dispostos a ganhar mercado. Por isso, a Embraer está focada em manter sua competitividade no futuro: a parceria estratégica com a Boeing, a maior fabricante de jatos comerciais do mundo, faz sentido. Juntas, elas se fortalecerão, criarão novos produtos e crescerão. A Boeing reconhece a capacidade técnica da engenharia da Embraer e afirma que o Brasil será o centro de excelência da 'joint venture', garantindo produção, criação de empregos e exportações para o País.

Há um paralelo deste momento com a privatização da Embraer, em 1994. Como agora, haviam vozes contrárias, mas a privatização era a única saída. A história mostrou o acerto da decisão: a Embraer se tornou líder mundial em jatos de até 150 assentos, ingressou na aviação executiva e aumentou sua atuação na defesa.

O momento exige coragem para tomar as decisões corretas e criar as oportunidades para o futuro. Com produtos complementares e culturas semelhantes, a parceria se beneficiará de uma cadeia global de suprimentos, com fornecedores nossos e serviços que criarão uma nova proposta de valor. Não menos importante, serão preservados os interesses da FAB e do governo brasileiro, mantendo a capacidade tecnológica e industrial no País. Como um apaixonado pela Embraer, vejo esta nova rota como essencial na construção do futuro da Embraer, que, tenho certeza, será um sucesso ainda maior!

Ozires Silva
Ex-presidente da Embraer

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