ARTIGO

Ideias: Berço de sucessores

00:00 · 17.07.2017

Na sequência do tema abordado com a denominação "sucessão familiar" me aproprio do ensejo para abordar questões inerentes a apetência dos sucessores. Essa questão diz respeito à garra para tocar o negócio e assim o comprometimento esperado pelos seus fundadores.

De outra parte, em razão dos conflitos de gerações - pais e filhos, em relação à problemática, surpreendentemente, é chegado o momento da passagem do bastão aos herdeiros - oportunidade em que a maioria dos seus fundadores resiste bravamente à ideia.

Muitos dos empreendedores não se dão conta da importância da renovação das mentalidades, enquanto ingrediente de valor e princípios que devem balizar as relações com o mercado. Não é factível transferir na sua integralidade o estilo da administração para as gerações futuras, sem que haja o toque pessoal do novo dirigente - suas expectativas, princípios, enfim, requisitos essenciais à preservação do negócio e por consequência do patrimônio e da tradição familiar.

Deve ser mantido, enquanto estratégia, estímulos que favoreçam a continuidade do empreendimento, segundo as bases até então desenvolvidas. Desconhecer igualmente as regras que devem orientar o processo sucessório entre gerações não é aconselhável.

Essa, seguramente, tem sido a causa de insucesso do processo de sucessão familiar, não obstante os esforços desenvolvidos pelos organismos especializados ao redor do mundo.

É necessário que esses mecanismos sejam efetivados em favor do seu alcance como é o desejo.

Cláudio Montenegro
Empresário

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