ARTIGO

Ideias: A face da juventude

00:00 · 17.07.2017

A informação sobre a juventude tem priorizado um recorte da realidade, mas, frequentemente, sonega o outro lado: o luminoso e construtivo. O crescimento dos casos de Aids, o aumento da violência e a escalada das drogas castigam a juventude. Mas olhemos, caro leitor, o outro lado da realidade. A juventude, ao contrário do que fica pairando em algumas reportagens, não está tão à deriva assim. A família, não obstante sua crise evidente, é uma forte aspiração dos jovens. Mesmo os jovens que convivem com a violência doméstica consideram importante a base familiar. A relação no lar é fundamental, ainda que haja conflito. Parece paradoxal, mas é assim. Eles acham melhor ter uma família danificada do que não ter ninguém. Os jovens, em numerosas pesquisas, apontam a família tradicional como a instituição de maior ascendência em suas decisões. Alguns, no entanto, defendem um modelo de família que não bate com esse anseio dos jovens. Mas não duvido que é na família tradicional, mais do que em qualquer outro quadro de convivência, que podem ser cultivados os valores, as virtudes e as competências que constituem o melhor fundamento da educação para a cidadania. E os jovens sabem disso. Assiste-se, na universidade e no ambiente de trabalho, ao ocaso das ideologias e ao surgimento de um forte profissionalismo. Ao contrário das utopias do passado, os jovens acreditam na excelência e no mérito como forma de fazer a verdadeira revolução. O mundo está mudando. Quem não perceber essa virada comportamental perderá conexão com um importante segmento do mercado de consumo editorial.

Carlos Alberto Di Franco
Jornalista

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