Debates & Ideias

Força para a agricultura

00:00 · 23.06.2018

A luta vem de longe. Quando éramos Secretário de Agricultura e Pecuária, em 2006, no governo Lúcio Alcântara, o primeiro edital de concurso para a Ematerce foi elaborado pela então Secretaria de Administração. Em setembro do ano passado, na abertura do XXX Congresso Brasileiro de Agronomia, no Ceará, o governador Camilo Santana sensibilizado com evidências técnicas e impelido pela própria empresa e entidades, dentre elas a Associação de Engenheiros Agrônomos do Ceará, se prontificou com a causa.

Sacramentado o concurso, ponderando o grau de atendimento à real necessidade, e em seguida as admissões de profissionais qualificados, por certo a agricultura responderá com números e principalmente com a socialização e dignidade no viver do agricultor. Os resultados, sejam através de atividades agrícolas ou não agrícolas, impulsionados por gestão de qualidade, serão medidos por indicadores de desenvolvimento rural.

Há 64 anos, instalou-se o Serviço de Extensão Rural do Ceará, que recebeu inicialmente a denominação de Associação Nordestina de Crédito e Assistência Rural (Ancar), passando posteriormente à Ematerce (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará), que tem a função de contribuir para o desenvolvimento sustentável da agropecuária do Ceará, através de agricultores e suas organizações, com vista a assegurar emprego e renda no meio rural.

Na apresentação do livro "Extensão Rural - Simulacro de Educação Rural como Estratégia de Desenvolvimento", de autoria do colega extensionista e Engenheiro Agrônomo, Nizomar Falcão, o governador, à época do lançamento, em 2014, assim se expressou: "O papel da Ematerce supera, em muito, a assistência técnica. Nesses 60 anos, consolidou-se como âncora da prosperidade do campo.

Para além do progresso econômico, vai ao encontro da organização social justa, destacada pelo autor, ao longo deste valoroso trabalho, em que prevalecem seis dimensões (cultural, social, ambiental, ética, política e econômica)".

Em 16 de fevereiro de 2004, 50 anos do Serviço de Extensão no Ceará, em editorial, assim se expressou o Diário do Nordeste: "A resistência do corpo técnico, a qualidade do trabalho na área rural e os efeitos proporcionados na agricultura e na pecuária ajudaram a atenuar os ensaios para extingui-la.

A revolução pela tecnologia, de fato, não ocorreu. Mas seria impossível imaginar a produção e a produtividade da economia agrícola sem a contribuição da extensão rural". O progresso econômico, social e político, sem distinção de lugar, são obstaculizados quando falta uma adequada educação de seu povo. A Extensão Rural está inserida neste contexto.

JOSÉ FLÁVIO BARRETO
Engenheiro agrônomo

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