ARTIGO

Finança e tecnologia

00:00 · 12.09.2018

A portabilidade da conta-salário, regulamentação que passou a permitir transferência automática e sem custos do dinheiro para contas de pagamento digitais e pré-pagas não operadas por bancos, foi só mais uma conquista das fintechs.

E é o legado dessas iniciativas que pavimentou o caminho de fintechs, que aproveitaram a evolução e a convergência da demanda desse público com as novas regulamentações promovidas pelo Banco Central.

No âmbito de pessoas jurídicas, as fintechs também se movimentaram para uma seara em que, até então, apenas os bancos transitavam. O crescimento dos pequenos criou um filão não só no fornecimento de maquininhas sem aluguel, mas com contas de pagamento e a concessão de dinheiro. O que todas essas empresas têm em comum é um atributo essencial nos dias de hoje: o foco na experiência do cliente, por meio da desburocratização de processos, e do atendimento mais personalizado.

É nesse cenário integrado que a tecnologia tem ganhado ainda mais relevância com a criação de novas tendências. É o caso do open banking, que provê a abertura de uma série de APIs relacionadas ao core de cada player para fornecer informações dos processos e dos clientes. Isso permite melhorar a experiência no uso e na aquisição de serviços.

Todo esse potencial de transformação em um ecossistema que demanda segurança, rentabilidade e experiências excepcionais requer muita musculatura e gestão no que tange à concepção, ao desenvolvimento e à operação dessas aplicações e serviços.

Marcelo Oliveira
Economista

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