Artigo

Falando sério!

00:00 · 14.02.2018 / atualizado às 00:59

Conversei com Sócrates, ouvindo-me dizer: conhece-te a ti mesmo. Ouvi as explicações de Freud dizendo que o pensamento coletivo é burro e que prescinde de um pastor para guia. Sentei-me com Nietzsche me dizendo tornar-te quem tu és. Cantei com Raul Seixas nos delírios de: eu nasci a dez mil anos atrás, vivendo numa sociedade alternativa. Já estive ébrio enquanto a mente seguia as melodias da quinta sinfonia de Beethoven pra saber se era tão esplêndida quanto Vignólia de Vivaldi! Jessé de Souza e Bauman me ensinaram coisas do agora, enquanto Olavo de Carvalho me enchia de coragem de dizer o que penso. Outro dia, alguns juristas acompanhados de Fabbrine Mirabete e Damásio enchiam a mesa de minha sala falando sobre coisas que o Direito diz a todos e, mostrando o porquê dele não chegar a todos. Concordei com Luiz Felipe Pondé, quando disse que o politicamente correto não tem nada de politicamente correto; é uma mentirosa massagem de ego para a massa alienante que Freud falou. Caí no samba e ouvi que Noel Rosa nunca morre porque deixou algo que lhe eterniza. Arranjei trabalho em lugar que a bíblia manda visitar, talvez pra me acostumar a ver choro e ranger de dentes. Formei família e três filhos me alegram a alma. Depois de muito tempo de vida, descobri que ela é boa demais, se não fossem os outros - Sartre ensinou-me que o inferno são outros - mas sem esses outros também ela, a vida, seria extremamente chata e entediante. Daí sentei-me com alguém que me explicou que quando nos outros eu projetar o amor que quero para mim mesmo, estarei alcançando a sonhada paz interior: Jesus Cristo!

Edmar de Oliveira Santos
Escritor

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