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'Esquecendo' livros

00:00 · 15.07.2017

Venho "esquecendo" livros em aeroportos, navios, portos, em lugares públicos aqui e em outros países. Foi uma ideia que surgiu inadvertidamente, sem nenhuma pretensão, mas que traz prazer em fazer, pois é muito bom imaginar que alguém vai achar o livro e vai levá-lo para ler. E o que é melhor ainda, pode passá-lo adiante, depois, para que outras pessoas possam lê-lo, também. Então fico sabendo, há pouco tempo, outros escritores também fazem isso, há algum tempo, sempre "esquecendo" livros por onde quer que vão. Uma amiga escritora me disse que até fica à espreita, às vezes, para ver a reação da pessoa que vai achar o livro, se vai levar o livro ou se vai lê-lo ali mesmo e depois deixá-lo no mesmo lugar para outrem.

Dia destes, recebi uma mensagem de um outro escritor, o poeta Roney, que anunciava o projeto "Esqueça um livro e espalhe conhecimento", já na segunda edição, neste ano de 2017, ou seja: está instituído o "Dia de esquecer livros", no dia 25 de julho.

O projeto conclama a todos a esquecerem livros na padaria, no banco da praça, nos pontos ou dentro de ônibus, no trem, no metrô, no restaurante, em todo lugar público.

Quantos leitores lerão nossos livros "esquecidos"? Não importa, porque ler é fundamental. A leitura é tudo. É descoberta, é conhecimento, é entretenimento, é cultura. É oportunidade de uma vida melhor, pois estudar é ler, ler é estudar. E estudar é se preparar à vida, é garantir a cada um de nós uma vida digna.

Luiz Carlos Amorim - Escritor

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