Editorial

Ensino: meta alcançada

00:00 · 12.06.2018

O Ceará alcançou, muito antes do prazo limite, uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE). O programa estabelece que, até o ano de 2024, pelo menos, 25% dos alunos estejam matriculados em escolas de tempo integral. Com muita disposição, em 2017, o Estado já contabilizava 30% dos estudantes (equivalente a 1,6 milhão de pessoas) nessa modalidade de ensino, obtendo êxito no objetivo com sete anos de antecedência, de acordo com relatório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Outra meta prevista está próxima de ser lograda. Conforme o PNE, metade das escolas públicas deve ofertar matrículas de tempo integral até 2024. O Ceará encontra-se com a taxa de 46,8%, devendo superar mais esse desafio em breve, desde que mantenha o ritmo célere observado nos últimos anos.

Os resultados ressaltam o amplo investimento que vem sendo feito pelo governo, para colocar o maior contingente possível de jovens cearenses dentro desse modelo educacional.

O Estado desponta como destaque nacional no assunto. Registrou, no ano passado, o segundo melhor desempenho entre todas as unidades da Federação, superado apenas por Tocantins, cujo percentual de jovens estudando em tempo integral foi de 32%. Neste ano, uma em cada três instituições de ensino da rede cearense no Ensino Médio oferta vagas de tempo integral.

A preocupação em robustecer esse formato não ocorre à toa. O Ceará deposita na educação suas principais perspectivas de metamorfose social. Manter as crianças e adolescentes por mais tempo na escola significa deixá-los mais abertos ao conhecimento e distantes da perdição do crime. Isso ajuda a criar uma cultura de aprendizado mais forte e a dirimir as graves aflições sociais que perturbam a sociedade. Trata-se de uma estratégia a qual, no longo prazo, pode reduzir os elevados índices de violência que acometem o Estado e, em especial, a população jovem.

Para se mostrar atraente aos estudantes, a educação em tempo integral requer suporte estrutural diferenciado, o que demanda investimento nas instalações físicas das escolas e na grade de atividades. A prática de esportes e exercícios lúdicos que estão fora do currículo ordinário ajudam a aguçar o interesse pelo cotidiano escolar. Lista-se ainda no rol de requisitos básicos a valorização dos professores qualificados, com remuneração digna e condições de trabalho favoráveis.

O monitoramento do Inep também avaliou o andamento de outras metas do Plano Nacional de Educação. Em relação à educação infantil, o Ceará persegue o objetivo de ter 50% das crianças de 0 a 3 anos matriculadas em creches ou escolas. Os dados mais recentes apontam que ele possui 36%. No caso de crianças de 4 a 5 anos, o desígnio é a universalização, e o Ceará apresenta, no momento, taxa de 97%. Ambas as metas são factíveis, podendo o Estado alcançá-las mesmo antes da data final.

Quanto ao Ensino Fundamental, o objetivo de garantir educação a toda a população entre 6 e 14 anos de idade também se avizinha. Quase 98% das pessoas nessa faixa etária já frequentam a escola. No Ensino Médio, o número assinalado no Ceará é inferior: 88,7%.

O Estado conquista significativos resultados na educação, frutos da ostensiva atenção que vem sendo dada ao setor. Mas os desafios continuam. Para ultrapassar a tempo todas as metas do PNE, os esforços devem ser permanentes.

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