Artigo

Empresa & família

00:00 · 21.05.2018

O tema do processo de sucessão na empresa familiar há que considerar o descompasso dos sucessores em relação à adoção de práticas gerenciais na condução dos negócios. Via de regra é pouco provável que ao longo de décadas tenham exercitado funções na condução do negócio criado pelo seu fundador. De outra parte, quando o processo de sucessão torna-se inevitável os familiares passam a exercitar papéis para os quais nunca foram preparados, resultando em agravante que torna tenso o ambiente emocional oriundo dos laços de família. Nessa perspectiva o processo sucessório muda seu horizonte, passando os seus atores a importarem-se, acarretando uma situação desconfortável na condução dos negócios.

A capacidade de conter os conflitos revela-se nula e os núcleos familiares passam a se desentenderem, tornando quase inevitável o confronto com resultados temerários para a harmonia e preservação do patrimônio familiar.

Infelizmente, esse quadro se torna ainda mais radicalizado com a morte do fundador. É indispensável à condução do processo sucessório o legado do seu fundador, que se revela enquanto elemento de caráter motivacional balizando a transição entre as gerações.

Suas intervenções nas relações de interesses culminam com a adoção de estratégias e inovação, possibilitando redirecionar a condução dos negócios, quando assim se revelar oportuno. Esta postura assegura à sensação de tornar menos traumática à passagem do poder para as novas gerações. Vale a pena apostar nessas premissas, enquanto opção que certamente vai dará certo.

Cláudio Montenegro
Administrador

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