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Cuidar de autistas

00:00 · 04.04.2018

Você com forte enxaqueca consegue brincar de cavalinho com seu filho pequeno? Provavelmente sua resposta será não, ou talvez consiga com muito esforço. Geralmente, uma criança com autismo tem muita energia e ela a dissipa com muitos movimentos e uma dinâmica hiperativa de viver. Algumas dessas crianças apresentam como características restrições e seletividades alimentares, resistência a atividades cotidianas e forte repulsa a alguns fatos inesperados. Outras podem apresentar transtornos sensoriais táteis que as impedem de aceitar vestuário ou mesmo um simples carinho através de um abraço. A dinâmica de tratamento do autismo envolve terapias tradicionais com fonoaudiologia, terapias ocupacionais e fisioterapias. Em contrapartida, o cuidador - podendo este ser o familiar, professor ou uma cuidadora profissional do lar - acumula afazeres que não necessariamente são exclusivos da criança com autismo.

Dessa forma, um bom preparo emocional e conhecimentos específicos de como manejar melhor a energia dessa criança se revela essencial. Para quem consegue dividir o cuidado da criança com autismo com outro personagem do seu dia a dia, o foco será fazer com que todas as pessoas envolvidas nesse cuidado estejam em harmonia e consolidando uma mesma linha de educação e ensinamentos. Já aquele cuidador que exerce solitariamente a missão de educar e desenvolver a criança com autismo; o importante é encontrar apoio em um acompanhamento psicológico eficaz, para que suas atividades diárias não acabem tornando-se um fardo, um desafio e consequentemente uma sequela para a saúde.

Larissa Gondim. Advogada

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