Coluna

Leitores e Cartas: violência cotidiana

Leitores e Cartas

opiniao@diariodonordeste.com.br

00:00 · 07.04.2018

A execução da vereadora carioca Marielle Franco, do Psol do Rio, desencadeou uma onda de intolerância País afora. Um absurdo. Chegou-se a culpar a vítima pelos tiros covardes que lhe tiraram a vida. E o pior: muita gente misturou tudo o que houve com política partidária. Atitudes insanas, desumanas. Como dá pra ver, precisamos de mais famílias, escolas, igrejas e entidades outras que cultivem a paz. O mundo está doente. Em nome da defesa de uma ideologia, ataca-se o outro naquilo que ele tem de mais dadivoso: a vida. O simples clicar em uma postagem nas redes sociais já pode abrir flanco para um ataque, uma palavra de desonra, que agride... Onde vamos parar? A tecnologia veio para nosso usufruto. Correto. Não foi criada certamente para a não aceitação do outro e do que ele pensa ou prega, com paciência e boas intenções. Vivemos a falta de boas escolas, bibliotecas, pinacotecas, centros de difusão de cultura, etc. Está na hora de os governantes pensarem nisso, com mais carinho e dedicação. A juventude está sem rumo, desnorteada, sem perspectiva... O desemprego infelicita meio mundo. As famílias (boa parte) estão em processo avantajado de desintegração. O que faremos quando não der mais para andar nas ruas, tomar um cafezinho ou comprar o pão na esquina? Onde andará o Estado, que há muito deixou de estar presente nas comunidades e na vida (real) das pessoas? Tenho medo de que, como professor, não possa ter mais pra quem falar, dizer coisas boas, espalhar ideias, fazer a difusão cultural. O que faremos quando as ruas se fecharem (de todo) de maldades, crimes e ações nefastas? Com quem iremos trocar ideias? Como será o amanhã?

João Teles de Aguiar
Fortaleza (CE)

Educação para todos

Mamãe, a tia Dilce me deu a relação de todo o material escolar e disse pra levar tudo isso, aqui! Senão, eu não entro na escola! Mãe, aqui está o listão do colégio! A mãe, dona Dulce, quando leu o listão, foi logo dizendo: meu Deus, meu Pai, quanta coisa! Dona Dulce suspira um suspiro de amargura, que logo a filhinha entende. E dona Dulce foi logo dizendo: vou falar com teu pai à noite. Ora, mãe, falar o quê, para quê? Ora, nem o seu pai, nem a sua mãe têm de onde tirar dinheiro! A quantia é pesada! Doi na gente. E ainda tem o teu uniforme! A mãe, dona Dulce replica: Só se vender a geladeira! João, seu marido ouve e diz: vou falar com meu patrão! Sr. Napoleão. Eu trabalho há muitos anos, tomando conta de seu sítio. É homem bom, vou pedir emprestado o dinheiro e descontar com trabalho. João afogado em emoções chega feliz em casa, gritando: Dulce, consegui o dinheiro! Como, meu amor! O Sr. Napoleão disse que vai financiar os estudos de Dilcinha! Os dois se abraçam! Foi Deus! Foram beijos e abraços efusivos. Dona Dulce disse: Obrigado, obrigado Napoleão! Dilcinha entusiasmada com a ajuda diz: vou ser uma juíza, em Limoeiro do Norte! O senhor Napoleão vai ser o paraninfo da minha formatura! Vai ser alegria! Só com educação se combate o crime!

Tarcísio Passos
Fortaleza (CE)

O próximo presidente

O próximo presidente da República terá muitos desafios. As políticas sociais como a saúde e a educação que devem ser prioridades. O desemprego que já chega a 13 milhões de brasileiros. A crise econômica que leva à recessão e à paralisação da indústria e do comércio. A corrupção deve ser combatida com o bom exemplo, unido a um judiciário eficiente. Precisamos de um presidente que entenda o povo e ouça os seus anseios, comprometido com as promessas de campanha. Cobraremos o que foi prometido nos palanques. Queremos um presidente que fale a verdade e cumpra o que falou! Nós é que vamos eleger o presidente.

Paulo Roberto Girão Lessa
Fortaleza (CE)

Últimos Artigos

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.