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Leitores e Cartas: recordações

Leitores e Cartas

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00:00 · 14.07.2018

Com o livro "O presente do passado" que acaba de lançar, Albuquerque Filho reacendeu a chama da saudade do tempo feliz de minha infância em Viçosa. A alusão ao costume das cadeiras na calçada - que solidificava as amizades entre as famílias viçosenses da década de 1940 - fez-me recordar minha mãe que, após a árdua faina dos trabalhos domésticos, experimentava o doce lazer de um feliz encontro com suas amigas (Chichica, Julita, Luzia, Júlia Aires, Maria Cristina, Edite etc), naquela roda de cadeiras na calçada, a ouvir "Saudades do Matão", "A pequenina cruz do teu rosário" e outras músicas românticas da Amplificadora, que também já não existe mais. Aliás, naquela época - sem violência, sem assaltos e sem ladrões - quando as residências sequer tinham fechadura na porta de entrada, era comum aquele bate-papo noturno nas calçadas, sempre chegando mais um para o amistoso encontro. E como é agradável lembrar a satisfação e o prazer de D. Maria Luíza (tia do autor do livro), ao receber alguém - ela que era um misto de beleza e simpatia, uma mulher maravilhosa que a todos encantava por sua educação. A referência a Aglaís fez-me lembrar um ferimento (verdadeira "ferida braba") que tive na infância, cuja cura devo às mãos miraculosas daquela generosa irmã do autor. Finalmente, o ineditismo do livro de Albuquerque reside no fato de, além de expor todos os acontecimentos e seus contemporâneos, cita admiravelmente todas as pessoas com quem conviveu ao longo de seus venturosos oitenta anos.

F. Silveira Souza
Viçosa do Ceará (CE)

Viva o Parque do Cocó

O Parque do Cocó é uma referência para os fortalezenses. Moro nas suas imediações desde 2006, e faço cooper diário na sua trilha e não me canso de admirar aquela imensidão verde, que antes era sal e, agora, mangue. Ali gosto de contemplar a exuberância das árvores, o chilrear da passarada, os animais que se espreitam em meio a galhos e raízes, a brancura das plumas das garças que em bando povoam as lagoas que circundam aquele lugar. Li com alegria na edição de 6 de julho de 2018, na Editoria de Cidade, do Diário do Nordeste, , que haverá a revitalização do Parque, mas com algumas modificações, ou seja, sem as instalações de quatro mirantes em pontos estratégicos para proporcionar uma vista panorâmica do Parque do Cocó e do seu entorno. Considerando que o Parque do Cocó é, a cada dia mais, o espaço de convivência comum entre os fortalezenses , que é gratificante vê-lo, nos fins de semana, tomado de pessoas, famílias e grupos de amigos e que essas obras, se efetivadas, fortalecerão o turismo na nossa cidade, porquanto é mais um atrativo para aqueles que nos visitam, se faz mister que se exija a concretização desse projeto nos prazos avençados.

Antônio Cruz Gonçalves
Fortaleza (CE)

De olho em 2022

O Brasil terá muitas dificuldades, para conquistar o hexa, na Copa de 2022. A seleção terá que evoluir, física e taticamente. O talento e a força individual não poderão mais ficar longe do coletivo. A Copa da Rússia mostrou ao mundo que diversas seleções estão se aprimorando. Jogando o fino. Com qualidade, objetividade e precisão. Não temem mais a seleção pentacampeã. Jogam em igualdade de condições com os brasileiros. Chegarão na Copa de 2022 ainda mais preparadas. Até lá, na longa caminhada pela frente, a seleção precisará sem mesclada. É fundamental que os atletas convocados treinem e joguem mais tempo juntos. Nessa linha, Tite disporá de quatro anos para compor o elenco, analisar os convocados. Lembrar de excelentes jogadores que não tiveram chances de disputar esta Copa. Aparar arestas. Fortalecer o coletivo. Vencer a Copa América, no Brasil, em 2019, será estimulante e útil para os planos de Tite.

Vicente Limongi Netto
Brasília (DF)

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