Coluna

Leitores e Cartas: Paralisia Infantil

Leitores e Cartas

opiniao@diariodonordeste.com.br

00:00 · 16.06.2018

Se não bastassem as crises que nosso País vive, a nuvem negra da paralisia infantil (poliomielite) paira no horizonte. Em 8 de junho de 2018, a OPAS/OMS recebeu a notificação de que em um menino de 2 anos e dez meses, não vacinado, foi isolado o vírus tipo 3 da poliomielite. A paralisia flácida se instalou nos membros inferiores, desde 29 de abril. Essa criança vive na comunidade indígena do Delta Amacuro, na Venezuela. Nessa mesma comunidade, já foi notificada a paralisia flácida, em uma menina de 8 anos. Nossa preocupação é de que os venezuelanos estão imigrando para o Brasil, pelo Estado de Roraima, que faz fronteira com aquele país. O vírus da Pólio é transmitido pelo homem, através das fezes. Como no Brasil somente 46,6% das residências têm rede de esgoto, e desse total de esgoto, só se tratam 37,7%, nós jogamos diariamente nas águas brasileiras oito bilhões de litros de esgoto não tratado. É esse o caminho à volta da paralisia infantil. Se isso acontecer, será praticamente impossível reverter o quadro, pois cada criança infectada pode passar o vírus para outras 200. Como sociedade, temos dois caminhos para manter fechada as portas do Brasil. Primeiro, vacinar contra a pólio todos os imigrantes provenientes da Venezuela e, segundo, fazer uma grande campanha para que todos brasileiros de 0 a 5 anos sejam vacinados, no Dia Nacional da Vacinação, que acontecerá em agosto.

Júlio Lóssio
Fortaleza (CE)

Se a moda pega...

Os onze ministros do STF contrataram um espaço especial no aeroporto de Brasília. Pela bagatela de R$ 374 mil anuais livraram-se dos "desconfortos" da sala VIP que já utilizavam e transformaram seus voos num prolongamento das mordomias habituais em que tudo é privativo, do elevador ao "capinha" (aquele funcionário que puxa e empurra a cadeira quando sentam). A nova sala vem acompanhada de outras regalias, como o procedimento de embarque exclusivo, uma van que transporta o ministro até a aeronave e uma escada lateral pela qual ascendem à cabine de passageiros. Todo o pacote minimiza o contato de suas excelências com o povo a quem dizem servir na "distribuição" da Justiça. Com isso, e à nossa custa, evitam que algum passageiro malcriado lhes dirija palavras desagradáveis, como eventualmente acontece. Palavras desagradáveis também são privativas no topo do Poder Judiciário. Só ministros podem proferir desaforos a ministros. E normalmente com razão.

Percival Puggina
São Paulo (SP)

Remédio à solidão

Deixa de ser solitário aquele que se torna solidário. Solidariedade é remédio que alivia a dor surda da solidão. Quem dá recebe alegria em dar e recebe a paz que o amor proporciona. Um amigo solidário é um tesouro. Ser solidário evita o mal da soberba e a autossuficiência. Só os humildes, simples e pequenos a compreendem. O amor da solidariedade supera a dor da solidão e a felicidade que floresce na primavera da paz.

Paulo Roberto Girão Lessa
Fortaleza (CE)

Álcool e direção

Quando pensávamos que a combinação direção e álcool fragmentou-se em decorrência do aumento das penalidades e das multas pesadas aplicadas aos seus infratores, eis que somos pegos de surpresa, diante de declarações feitas em pesquisa, na qual aponta que 60 mil pessoas ainda insistem em associar o álcool ao fator sorte, sem deixar de citar aqui, os vários ' bebuns' que se dizem protegidos por um santo navegador. Parece que mexer com os bolsos dessa gente nem sempre é a forma ideal pra amenizar os graves acidentes envolvendo condutores alcoolizados. Só peço a Deus para que "eles" possam, no futuro, dispôr de uma das mãos para apontá-la no próprio nariz.

Gilson Queiroz
Ubajara (CE)

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