COLUNA

Leitores e Cartas: país à deriva

Leitores e Cartas

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00:00 · 25.08.2018

Até hoje, não consigo entender o que vem a ser direita ou esquerda, politicamente, porque em nada diferem os discursos dos candidatos. Vejo com tristeza a vendas por preço vil do patrimônio Nacional para pagar uma divida que ninguém sabe ao certo de sua real existência, assim como, em nome de "uma estabilidade", os aumentos de juros, que somente aos banqueiros favorecem e eleva a dívida. Os donatários deste País colonial esquecem os desafios e sofrimento do povo para conquistar o Patrimônio Nacional, e estão vendendo a "galinha dos ovos de ouro", para depois efetuar a compra do omelete, dos doces e dos manufaturados, dando empregos no estrangeiro. Os cartéis que tomaram conta das "agências" reguladoras e do Banco Central dão a trajetória de como vai seguindo este País.

Hilário Torquato
Fortaleza (CE)

Desempregados

A má distribuição de renda gerou e agravou o problema do desemprego. O desempregado não deve se sentir culpado pelo desemprego. Fazemos parte de uma circunstância. Como já disse nosso saudoso papa João Paulo II: "Os ricos estão cada vez mais ricos às custas dos pobres, cada vez mais pobres". O pobre sofre na ilusão de que um dia, sendo rico, resolverá todos os seus problemas. Parte para bingos e loterias e nunca conhecerá a realidade. O rico sabendo que sua fortuna não trouxe a felicidade, fecha-se na ilusão que sozinho possa realizar-se. O desemprego é fruto do egoísmo humano! A humanidade não percebeu a máxima de São Francisco de Assis: é compreendendo que se é compreendido. É dando amor que se recebe amor. É perdoando que se é perdoado.

Paulo Roberto Girão Lessa
Fortaleza (CE)

Reajuste do Judiciário

Quando ouvi esta notícia pelas TV parei, meditei e procurei expressar o meu sentimento de nojo. Pelas posições que ocupei na vida não poderia descer como desceu, não o Judiciário, mas seus membros, que numa crise econômica e política profunda que vivemos, lançam na cara do povo brasileiro este de falta de tudo. Meditei e achei que a definição de nojo, constante no dicionário Houaiss seria suficiente para expressar o sentimento do povo brasileiro, que tem 13 milhões de desempregados e outro tanto ganhando o salário mínimo. Vi que não foi suficiente. Eles não vão ganhar apenas quase 40 mil reais, pois já recebem da União, carro, gasolina, motorista, casa e outras coisas mais. Não acredito que os ministros do STF estejam no mesmo patamar dos políticos.

Torres de Melo
Fortaleza (CE)

Mercado sem pátria

Alguns intelectuais vêm registrando em suas literaturas que o mercado financeiro não tem pátria, partido e nem político, apenas interesses. Se essa concepção econômica prevalecer, e é o que se assiste no Brasil e no mundo, a democracia que vigorou até então está com seus dias contados. A soberania popular do voto é a primeira vítima. A partir daí vem a República e seus poderes. O Brasil sempre foi um bom laboratório para testar as experiências de luta de classe. Foi assim na escravidão, na servidão e revolução industrial na sua fase neoliberal e, agora, na financeirização do mercado. Testam a nova ordem antidemocrática, com controle do voto, do Estado e o mercado ditando as ordens.

Antônio Negrão de Sá
Fortaleza (CE)

Candente Moro

Nada contra a exemplar conduta e performance do juiz Sérgio Moro no combate a corrupção. Mas, ele sente prazer de colocar a armadura de inventor do monopólio da verdade. Em auditório lotado, o magistrado disparou a comovente esparrela para todo o planeta Terra: que os brasileiros elejam um presidente íntegro e honesto. Nem o famoso e óbvio conselheiro Acácio, do livro "Primo Basílio", de Eça de Queirós , obraria melhor.

Vicente Limongi Netto
Brasília (DF)

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