Coluna

Leitores e Cartas: Habeas corpus

Leitores e Cartas

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00:00 · 21.04.2018 / atualizado às 00:29

Durante dois dias, o STF discutiu se concedia ou não este remédio da liberdade a um senhor que foi prefeito, ministro e coisa mais. No primeiro dia, foi um troca-troca e demonstrações de se a impressão que parecia nos encontrar no senado romano, onde despontava as figuras de Cícero e Catão. Por um momento, pareceu-nos ter aparecido, por segundos, suas sombras falando brocados latinos. Sentiu-se como que uma parada para se conhecer a verdade que estava procurando. No segundo dia, foram buscar Rui, uma aula de habeas corpus, que não tinha nada com o que queriam resolver, o direito americano, e causou estranheza não terem falado da revolução francesa e russa, citando suas palavras que levantaram e levantam, ainda, os povos. Houve um momento em que o Tribunal parou. Um ministro disse: liberdade e deu pequena parada de oratória, aguardando igualdade e fraternidade dita por outro, o que não aconteceu. Quando um ministro afirmou: o que fazer? Quase falta ar dentro do recinto. Todos respiraram fundo e levaram seus pensamentos para Lenine, autor desse pensamento. Que fazer? Era negar o tal do habeas corpus. O criminoso (já condenado) tinha roubado mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos. Na China, tinha sido fuzilado e no Japão, metido uma bala na cabeça.

Torres de Melo
Fortaleza (CE)

Lula: o mito

Essa é a principal argumentação que vem pela esquerda a Lula e que a direita hipócrita também tira "casquinhas". Uma total inverdade. Lula e qualquer presidente eleito no Brasil não consegue governar com as amarras criadas na Constituição de 1988, denominado"presidencialismo de coalizão". Nem Sarney governou, mesmo com maioria. E assim todos os demais fizeram concessões ao mercado e entregaram bens públicos, sacrificando o trabalhador. Lula, não. Com todos esses inimigos no Congresso fez o melhor governo, após Getúlio. Mas Getúlio era fazendeiro e Lula um operário. Lula distribuiu renda em plena crise do neoliberalismo, se reelegeu, elegeu a sucessora e saiu com 86% de aprovação. Um fenômeno na política e já é um mito, preso ou morto. Eleição sem Lula é uma derrota para a democracia.

Antônio Negrão de Sá
Rio de Janeiro (RJ)

Em nome de Cristo

Julho de 2010. O Brasil era governado pelo senhor Lula da Silva. Enquanto o povo era saqueado, mas, exultava alardeando que "nunca antes neste País" havia tido tanta prosperidade, o Macunaíma-mor doava ao grupo terrorista Hamas, da Palestina, R$ 25 milhões. O pano de fundo do logro era "apoiar a reconstrução da Faixa de Gaza". Um Congresso oportunista e venal chancelou a esdrúxula doação. Em Palácio, Lula recebeu do senhor Nabil Shaat, ex-primeiro ministro da Palestina, os agradecimentos pela cortesia. Vem o governo Temer e comete a mesma atrocidade pelas mãos do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que assinou Medida Provisória (MP 819/2018), já aprovada por Comissão Mista do Congresso Nacional, autorizando o Brasil a doar R$ 792 mil ao governo palestino. O senador escolhido para relatar a propositura foi o petista Humberto Costa. E, pasmem, o argumento à doação é que o dinheiro será destinado à restauração da Igreja da Natividade, em Belém, construída no lugar onde Cristo teria nascido. E o PT, tão pressuroso em acabar com os símbolos religiosos no Brasil, de repente tem um senador a apoiar MP doando dinheiro do povo brasileiro para restaurar um santuário a milhares de quilômetros do Brasil. Enquanto nesta Terra de Santa Cruz, há centenas de santuários, patrimônios artístico, histórico e arquitetônico, aos pedaços.

Barros Alves
Fortaleza (CE)

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