Coluna

Leitores e Cartas: chapeado do povo

Leitores e Cartas

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00:00 · 06.04.2018

Li, com muito gosto, artigo do advogado Geraldo Duarte, sobre a figura do "Chapeado 90" na edição do Diário do Nordeste, de terça-feira, 3/4/2018. O articulista resgatou um dos tipos mais populares da Cidade de Frei Carlos. O Cariri cearense foi e continua sendo um celeiro de pessoas simples, que deixaram suas marcas nessas paragens emolduradas pela Chapada do Araripe. Poucos sabem que na língua indígena a palavra "Araripe" significa: "Lugar onde nasce o sol".Pois o sol continua nascendo, aqui, para muitas pessoas humildes. Tempos atrás, elas eram chamadas carinhosamente de "povinho". Hoje usam (e abusam) do qualitativo "povão" para denominá-las. Nos baús das recordações, ainda preservados no Cariri, existem muitos tipos populares a serem resgatados. O Papa Pio XII escreveu que: "existe diferença entre o povo e a multidão amorfa" (a massa). "O povo - recordava o Pontífice - , vive e move-se por vida própria; a massa é em si mesma inerte e não pode mover-se senão por um elemento extrínseco". Ou seja, a massa espera o impulso que vem de fora e, por isso, torna-se joguete nas mãos de quem quer que a explore. No Brasil, temos exemplos, de sobra, disso. O 'Chapeado 90' era parte do povo, não da massa. É por isso que , mesmo depois de 24 anos da sua morte , continua lembrado...

Armando Lopes Rafael
Crato (CE)

Serena e forte

Dentro do corpo franzino e frágil, fala mansa, olhos miúdos e tranquilidade de freira, a ministra presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, tem, porém, uma fortaleza de aço. Repeliu com serenidade grosserias de dois deselegantes ministros, mantendo-se altiva até o fim do julgamento do habeas corpus de Lula, quando proferiu o voto que lavou a alma dos brasileiros.

Vicente Limongi Netto
Brasília (DF)

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