Coluna

Leitores e Cartas: aves de rapina

Leitores e Cartas

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00:00 · 02.06.2018

O Brasil vive uma crise sem precedentes. Se não bastassem os problemas diuturnos na Saúde, Educação e Segurança, já se vislumbra, no horizonte, o medo da fome e da sede, devido ao desabastecimento total, que está bem próximo. Se tínhamos incertezas com nosso futuro, em relação à manutenção do emprego ou se as leis não serão alteradas, para benefício de uns e prejuízo de muitos. Hoje, nosso medo é que se generalize, em nosso País, a desobediência civil e a partir daí, uma luta fratricida, com consequências imprevisíveis e tristes. A situação atual nos dá a sensação que iremos viver uma conflagração civil e todos corram para armazenar o necessário para sua subsistência, uns atropelando outros. Nesses momentos aparecem as aves de rapina. Abutres humanos, que se aproveitam para levar vantagens e com desfarçatez, invocam a lei da oferta e da procura. Eles majoram os preços tripudiando sobre o povo. Esquecem que estão estimulando o saque, pela população. Os postos de gasolina passaram a nos assaltar. Agora o abastecimento dos postos está normal, mas os preços continuam majorados. Isso é antropofagia, estamos imitando as aves nos aviários, que, morrendo de fome, umas devoram as outras. Para onde estamos indo? Até quando o povo aguentará esse tipo de desmando? Como já dizia o cantor Renato Russo, em 1978, que País é esse?

Júlio Lóssio
Fortaleza (CE)

Desabastecimento

Quem já chegou aos sessenta tem lembrança nítida de que todo esse caos em que estão metidas a economia e a política do País, hoje, é praticamente uma repetição do que ocorreu em governos passados. Lembram do tumultuado governo do ex-presidente Zé Sarney? Pois é, devido o desabastecimento de alimentos, principalmente da carne, adquirir alguns quilos era um deus nos acuda. As pessoas tinham que se deslocar quilômetros e, no local da venda, adular bastante o magarefe para vender. Era um vexame só! Mas até quando nossos governantes vão seguir humilhando o povo? Tudo indica que sempre, pois o único poder, o Judiciário, que poderia impor respeito e ordem no governo, não o faz justamente por não ter moral para isso. Lamentavelmente!

José Admir de Paula
Paracuru (CE)

Vocação à pobreza?

Um País rico com um povo pobre. O brasileiro tem uma vocação incrível para a pobreza em todos os sentidos. Uma simples greve de caminhoneiros quase parou com o Brasil. Não obstante a exuberância das nossas riquezas naturais, onde as condições climáticas variadas garantem a produção de bens de consumo o ano inteiro. Condição esta, que nos eleva a campeões mundiais de produtos agropecuários capazes de produzir proteínas e outras variedades de alimentos para abastecer o mundo inteiro. Em contrapartida somos vulneráveis a uma simples greve de caminhoneiros, porque o nosso parque produtivo depende exclusivamente do transporte rodoviário, quando possuímos imensas condições naturais de criar hidrovias, ferrovias e navegação marítima de cabotagem pela extensão da nossa costa marítima que liga o sul ao norte do País. A América é um continente descoberto pelos europeus há apenas cinco séculos, onde várias nações novas, com a mesma idade do Brasil, souberam crescer e enriquecer o seu povo ao nível das maiores potências mundiais antigas. Aos brasileiros ficou faltando a visão inteligente e estratégica que outros povos da América tiveram para crescer e usufruir das riquezas que encontraram. Somente temos uma saída: esquecer os caminhoneiros, apagar tudo e começar de novo. As eleições para presidente estão chegando para alimentar a nossa expectativa. Sonhar não é pecado.

José Batista Pinheiro
Fortaleza (CE)

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