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Debates e ideias: Nossos estadistas

Debates e Ideias

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00:00 · 27.05.2017

No Brasil, sempre existiram estadistas. Segundo o mestre Aurélio Buarque, homens de notável atuação e conhecimentos nos negócios e na administração de um País. Doutores e peritos em ciências políticas e sociais. Talvez os nossos mais autênticos estadistas tenham sido Rui Barbosa, o Águia de Haia, que se notabilizou como ministro da Fazenda procedendo importante reforma financeira no País. E Barão do Rio Branco, imbatível no campo diplomático, sobrepujando ingleses, franceses, holandeses e argentinos com incomparável inteligência.

No passado longínquo, tivemos Floriano Peixoto, o Marechal de Ferro, a quem se atribui a frase militar: "Receberei à bala", se referindo a colonizadores ou invasores estrangeiros. Prudente de Morais, muito prudente e abastado cafeicultor. E Campos Sales teria ido à Europa negociar a dívida externa brasileira com os Rothschild.

Em períodos sucessivos, Getúlio Vargas, o grande Ditador do Estado Novo, foi pioneiro nas leis trabalhistas e ideias nacionalistas. Suicidou-se no segundo governo, já eleito pelo povo. Eurico Dutra, militar brioso com a maior dignidade, foi um presidente muito respeitado.

Cognominado o "catedrático do silêncio". Juscelino foi considerado um estadista brilhante. Depois de Brasília, o Brasil tornou-se outro País, com o pensamento político de realizar em cinco anos uma administração que correspondesse a 50 anos.

Na era militar, Castello Branco revelou-se muito expressivo, culto, cercado de políticos importantes e capazes. Geisel democratizou o País com patriotismo. Fernando Henrique, intelectual, político com louvores internacionais.

Um governo de esquerda, com raízes e experiências sindicais, Luiz Inácio e Dilma Rousseff prometeram salários dignos, expurgo da pobreza, impostos não aviltados, dívidas externas e internas excluindo distorções. Saúde e Educação para todos. Um governo com justiça social.

O País se ressente de estadistas preparados com talento, tenacidade e capacidade para governar e reordenar uma nação combalida com impostos elevados sem correspondência social (saúde, educação, segurança e transporte público).

O Ceará reflete nomes com condições, cultura e experiências excepcionais. Estadistas César Cals, Virgílio Távora, Adauto Bezerra, Gonzaga Mota, Ciro Gomes e Lúcio Alcântara notadamente.

O governador Tasso Jereissati, estadista e senador de reconhecida liderança com conhecimento dos problemas nacionais. Na atualidade, Cid Gomes, Roberto Cláudio, Eunício Oliveira, Camilo Santana e Mauro Benevides com importantes participações no Governo do Estado, na Prefeitura de Fortaleza, Câmara e Senado, realizam ínclitas projeções estaduais e nacionais. E Ciro Gomes, Mauro Benevides Filho e Luiz Pontes com participação política destacada. E para 2018, um futuro promissor para nossa economia. Salvem nossos estadistas.

Josué de Castro - Médico, professor e escritor

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