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Cinquentenário

00:00 · 06.12.2017

Os bacharéis de 1967 da Escola de Administração do Ceará (EAC) comemoram neste mês e ano o cinquentenário de formatura. A solenidade de colação de grau foi na Concha Acústica da UFC, e a missa congratulatória celebrada na Igreja do Pequeno Grande. A colação e a missa representaram o adeus ou o "até logo" da turma de 39 colegas unidos pelos laços da amizade. Lá fora, nuvens escuras se formavam nos céus do Brasil, mas na EAC o céu permanecia o do Hino Nacional. E os corações conservavam o verde-esperança dos sonhos. Agora, é hora das saudades. Hora de relembrar os partintes, alguns em pleno voo. Professores, colegas de turma, funcionários. Quantos se foram antes, durante e depois, e se dispersaram pelos caminhos da vida. Os "sobreviventes" revivem agora as lembranças daquele tempo - as brincadeiras, os sorrisos às bandeiras desfraldadas. Éramos jovens e não sabíamos. A EAC nasceu do empenho de Mozart Soriano Aderaldo, seu fundador e primeiro diretor. Funcionou inicialmente na Duque de Caxias e depois em sede própria na rua 25 de Março.

O corpo docente primava pela excelência. Técnicos do BNB, como Nicásio Oliveira e Celestino de Melo; ex-governadores como Raul Barbosa e Plácido Castelo; mestres do Direito como Valmir Pontes, Paulo Bonavides, Odilon Aguiar; nomes como o de Ari Leite e intelectuais da estatura de Filgueiras Lima e do próprio Mozart formavam a constelação docente. Impossível nominar todos, mas eles souberam criar a "mística" da Escola e repassá-la, e não só o edifício de cimento e pedra. Este o legado da EAC, no cinquentenário de nossa formatura.

Eduardo Fontes. Jornalista e administrador

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