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Carta ao leitor(a)

00:00 · 18.05.2018

Amigas e amigos. Segundo o professor Albert Fishlow, conhecedor profundo da problemática dos países emergentes, "investir na educação é a forma mais eficiente para se conseguir uma melhor e mais justa distribuição de renda". A pessoa com maior nível de escolaridade tem melhor possibilidade de acesso ao mercado de trabalho em constante evolução, característica desta era da globalização.

Concordamos com a ideia de que a educação deve ser proporcionada a todos por constituir um direito e uma condição para o pleno desenvolvimento da pessoa humana. Além de ser um direito, a educação também é um dos principais fatores, senão o mais importante, do desenvolvimento dos países.

É fundamental que as nações entendam, que a educação não constitui um gasto, mas um investimento de longo prazo que deve expressar o compromisso de gerações e ser elevado a um projeto do Estado Democrático, para além das divergências partidárias das forças políticas que momentaneamente ocupam os papéis de governo e oposição.

Com a expansão de novas tecnologias e métodos produtivos são requeridas novas aptidões. Não basta acompanhar as transformações, há que se ter a capacidade de antecipá-las. Daí a necessidade da educação ao longo de toda a vida.

Este é um processo irreversível. Através do caminho da educação, encontramos o verdadeiro desenvolvimento humano abrangendo a solidariedade, a liberdade e a igualdade de oportunidades. Como disse Paulo Freire: "A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda".

Gonzaga Mota. Professor aposentado da UFC

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