PRIMEIRO SEMESTRE

Vendas do varejo crescem 3,81%

03:08 · 12.08.2009
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Dos nove segmentos listados pela Fecomércio, só três apresentaram resultados positivos nos primeiros seis meses

Impulsionado pelo resultado positivo dos segmentos de primeira necessidade, o faturamento do comércio em Fortaleza obteve avanço de 3,81% no semestre, na comparação com mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), órgão da Fecomércio, e sinalizam a volta do cenário anterior à crise financeira.

De acordo com o superintendente da Fecomércio, Alex Araújo, a expectativa de crescimento para os próximos seis meses é de 5%. "Os dados de julho ainda não foram consolidados, mas essa é a nossa previsão inicial". Em junho, o faturamento do comércio teve alta de 17,74% em Fortaleza e Região Metropolitana, de acordo com o IPDC.

Com crescimento de 14,37% no semestre, o segmento de Farmácias, Perfumaria e Produtos Óticos foi o que mais avançou entre os nove listados pela Fecomércio. No mês de junho, o faturamento registrou alta um pouco menor, de 13,60% na comparação com junho do ano passado. No segundo lugar do ranking elaborado pelo IPDC aparecem os supermercados e minimercados, segmento que teve uma alta de 0,92% nos seis primeiros meses do ano e resultado ainda melhor em junho (alta de 4,74%).

A revenda de veículos ficou em terceiro lugar, com alta de apenas 0,40% no semestre. O resultado foi puxado pelo desempenho do setor no mês de junho, quando o avanço em relação ao mesmo período de 2008 foi de 43,69%.

Recuo

A partir daí, segundo Alex Araújo, todos os segmentos registraram queda no faturamento. "O segmento mais penalizado foi o de autopeças e acessórios para veículos, que teve queda de 12,21% no faturamento do semestre", adianta. Em junho, também teve queda - as vendas caíram 16,23% frente ao obtido em igual mês de 2008.

No segmento de combustíveis e lubrificantes, que também registrou queda em relação ao primeiro semestre de 2008 (foram menos 11,47% em faturamento), o recuo é explicado pela redução de preços, segundo Araújo, já que não houve diminuição no volume de vendas. Segundo ele, o desempenho do setor de vestuário foi o mais inesperado. "É um segmento tradicional, e teve queda de 2,03% em seis meses", lamenta.

Recuperação

Na avaliação do superintendente da Fecomércio, a recuperação do setor, que possibilitou o resultado positivo do semestre, começou a ser percebida em maio. "A ameaça da crise vem se dissipando e o consumidor está mais otimista com a retomada da oferta de crédito", afirma.

Para Araújo, as condições que possibilitaram o aumento das vendas a partir de 2005 e até o primeiro semestre de 2008 estão retornando. "Nos últimos anos, a atividade comercial teve forte impulso por conta de dois fatores: o aumento da renda das famílias e maior disponibilidade de crédito", analisa.

"Na transição do segundo semestre de 2008 para o primeiro deste ano, nós vimos uma redução do volume de vendas, que foi causado basicamente por uma atitude de precaução do consumidor, preocupado com o possível agravamento da crise".

Em relação ao primeiro semestre, no entanto, Araújo tem uma análise mais pessimista. "Apesar do resultado positivo [alta de 3,81%], apenas três dos nove segmentos tiveram desempenho positivo. Por isso não podemos afirmar que o primeiro semestre trouxe um bom resultado de vendas para o comércio em Fortaleza".

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