IMPULSO DO 'MINHA CASA'

Venda de imóveis gira R$ 155 milhões na RMF

Foram comercializadas 439 unidades em agosto, entre casas do programa habitacional e residenciais verticais

Segmento de residenciais verticais cresceu 24% em vendas ( FOTO: KID JÚNIOR )
01:00 · 15.09.2018

A comercialização de 439 imóveis na Capital cearense e na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) em agosto deste ano registrou um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 155 milhões. O resultado foi impulsionado pelas unidades do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que chegou a 327, uma alta de 308% em agosto em relação a julho. Com isso, o VGV dessa categoria foi a R$ 51 milhões, 363% acima do mês anterior. Os dados fazem parte do Flash Imobiliário, divulgado nessa sexta-feira (14) pela Lopes Immobilis que leva em consideração a atividade das 60 maiores construtoras do Ceará.

Do total de unidades residenciais do MCMV comercializadas em agosto, 112 estavam no bairro Passaré. O segundo maior destaque considerando imóveis do Minha Casa, Minha Vida, em agosto ficou por conta da Maraponga, com 92 financiamentos. No Eusébio, foram 48, enquanto na Messejana foram 40. Outras 35 foram comercializadas na Caucaia. A venda de imóveis do MCMV em agosto fez com que o estoque dessas unidades caísse de 1.751 para 1.424, com um índice de VSO (Venda Sobre Oferta) de 18%.

Na avaliação do sócio-diretor executivo da Lopes Immobilis, Ricardo Bezerra, o salto no segmento MCMV está ligado aos recentes lançamentos de imóveis que se encaixam no programa. "A gente espera que esse segmento continue crescendo nos próximos meses porque estão previstos outros lançamentos do 'Minha Casa' para este ano", diz.

Quanto aos imóveis fora do MCMV, 157 unidades residenciais verticais foram vendidas em agosto deste ano, alta de 24% ante julho. Com isso, o Valor Geral de Vendas (VGV) chegou a R$ 104 milhões, avanço de 22% na mesma base de comparação. "Os residenciais verticais são a base do mercado imobiliário e é muito bom quando a gente cresce", detalha Bezerra.

Considerando esse tipo de imóvel, a Parquelândia foi o bairro que mais se destacou em agosto deste ano, com 33 vendas. Com isso, o estoque disponível no bairro caiu para 544 unidades. Em seguida, aparecem o Guararapes, com 30 imóveis vendidos (estoque de 1.340) e Meireles, com redução de 26 unidades no estoque, que agora contabiliza 381 imóveis.

Apesar do avanço na comparação entre agosto e julho, os números voltam ao vermelho quando a comparação é entre o acumulado do ano até agosto de 2018 e igual período de 2017. De acordo com o Flash Imobiliário, com as 157 unidades de agosto, 2018 soma 1.145 imóveis residenciais verticais, queda de 7% ante 2017 (1.417). Em VGV, são R$ 804 milhões neste ano até agosto contra R$ 1,05 bilhão em igual período de 2017, queda de 23%.

Distratos

Enquanto o mercado ainda percebe certa cautela na aquisição de imóveis novos, o número de distratos imobiliários apresentou redução em agosto de 2018 ante o mês de agosto de 2017: foram 51 contra 84 no oitavo mês do ano passado, uma retração de 39%. No acumulado do ano, o número de rescisões chega a 509 contra 494 nos primeiros oito meses de 2017, leve crescimento de 3%.

Apesar de estar entre os campeões de vendas em agosto, o bairro Guararapes também ocupa as primeiras posições no ranking de distratos. No mês, foram 18 rescisões, de acordo com a Lopes Immobilis. Em seguida, aparecem na lista o bairro de Fátima, com oito distratos e a Cidade dos Funcionários (6).

Lançamentos

Em 2018 até agosto, foram lançados no mercado local oito empreendimentos, um a mais que nos primeiros oito meses de 2017. Apesar da pouca diferença, em número de unidades residenciais verticais, são 1.031 lançadas em 2018 contra 587 em 2017, crescimento de 75%. Em Valor Geral de Vendas, entretanto, são R$ 503 milhões, montante 48% menor ante os R$ 591 observados em 2017 até agosto.

Para o sócio-diretor executivo da Lopes Immobilis, os dados de lançamentos revelam que o setor começa a acreditar novamente na melhora da economia. "A gente acredita que os lançamentos vão avançar após as eleições, porque independente de quem for eleito, a previsibilidade é um fator muito importante para a economia", pontua Bezerra.

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