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Varejo ampliado do Ceará avança 6,9%

01:00 · 12.05.2018
Vendas de veículos, motocicletas, partes e peças impulsionou o comércio varejista cearense em abril, com alta de 13,6% ( Foto: Igor Graziano )

Após um crescimento tímido de 1,5% em fevereiro, as vendas do comércio varejista ampliado cearense - que inclui os segmentos de material de construção e veículos, partes e peças - apresentaram avanço de 6,9% em março ante igual período do ano anterior. O resultado é segundo melhor observado no Nordeste, atrás apenas do avanço de 7,2% registrado no Rio Grande do Norte. Os dados foram divulgados nessa sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação entre março e o mês imediatamente anterior, fevereiro, o crescimento observado foi um pouco mais tímido, porém mais animador que o resultado observado em fevereiro ante janeiro, quando o comércio varejista ampliado do Estado viu suas vendas retraírem -0,5%. Com o cenário melhor no terceiro mês de 2018, no ano, a atividade acumula alta de 4,5%. Em 12 meses até março, o crescimento chega a 4% ante os 12 meses imediatamente anteriores.

Foram responsáveis por impulsionar os números de março as vendas nos setores de combustíveis e lubrificantes, com comercialização 16% maior ante igual mês do ano anterior; veículos motocicletas, partes e peças, com crescimento de 13,6% e o de outros artigos de uso pessoal e doméstico - que inclui, entre outros, lojas de departamentos em geral, joalheria, artigos esportivos e brinquedos, conforme a definição do IBGE -, também com expansão de 13,6%.

Das dez atividades que compõem o comércio varejista ampliado, cinco apresentaram variação positiva no volume de vendas. Além dos destaques citados, também foi observado crescimento nas vendas as atividades de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (9%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (4,4%).

Na outra ponta, impediram uma variação ainda maior em março as baixas observadas em papelaria (-17,7%); móveis e eletrodomésticos (-5,5%); tecido, vestuário e calçados (-5%); material de construção (-2,6%) e a leve retração observada nos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,1%).

Na análise do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Assis Cavalcante, apesar de ser um mês tradicionalmente mais fraco para o varejo, o mês de março deste ano contou com um dia a mais de funcionamento do comércio. "Nós conseguimos promulgar uma Lei na Câmara Municipal que autoriza o funcionamento livre em shoppings e no comércio de rua. Um dia de feriado representa uma baixa de 5% no nosso faturamento", diz.

No feriado de São José, celebrado no dia 19 de março, um sábado, o comércio de rua da Capital vendeu o equivalente a um dia na semana. "Não foi como um sábado, mas foi como um dia na semana. Já os shoppings, que abriram de 10h às 22h, venderam como um sábado", detalha ainda o presidente da CDL de Fortaleza.

Além disso, ele acrescenta que a distância entre o mês de março e o Carnaval pode ter contribuído, além do crescimento lento e gradual da economia. "Esse resultado me surpreendeu, mas é isso. A política vem se desvinculando da economia e o mercado vem crescendo lentamente", arremata Assis Cavalcante.

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