Vagas para especialistas em TIC devem crescer - Negócios - Diário do Nordeste

Demanda de investimentos

Vagas para especialistas em TIC devem crescer

Com a chegada de novas empresas do setor no Estado, a expectativa é que se aumente a demanda por empregos

00:00 · 19.08.2016
A Angola Cables está entre as empresas do setor em processo de instalação no Ceará, com investimentos em cabos submarinos de fibra óptica ( Foto: JL Rosa )

Mesmo com a atual crise que persiste no País e os altos índices de desemprego - de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada no fim de julho pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) só na Região Metropolitana de Fortaleza são 231 mil pessoas desempregadas -, a área de tecnologia da informação e comunicação (TIC)ainda possui demanda por profissionais. No Ceará, principalmente na Capital, com a instalação de novas empresas na área tecnológica e com a chegada de importantes data centers, a expectativa é que aumentem as vagas para esses especialistas.

>Etice firma cooperação com Angola Cables

O coordenador de projetos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) de Fortaleza, Paulo Barbosa, considera que este novo mercado é resultado de um trabalho que começou há quatro anos.

"Entre as grandes empresas temos a Angola Cables, que já está em processo de instalação, e será a maior da área de todo Norte de Nordeste", diz.

Multinacional

Barbosa destaca, ainda, a Softek, multinacional que já está em funcionamento em Fortaleza e realiza treinamentos e seleções para capitação de mão de obra específica na área de TI.

Já passaram pelo projeto cerca de 400 pessoas em 2015 e, este ano, aproximadamente 200. "O percentual de absorvidos é de 60%", informa o coordenador. Segundo Barbosa, o que se observa nesta área de TI é que a cidade de Fortaleza sempre teve potencial para desenvolver esta atividade. "Estava meio adormecido e outras cidades brasileiras acabaram se destacando mais nesta área, como por exemplo, Recife", declara. Mas o coordenador avalia que estão correndo atrás disso para aumentar esse potencial em números.

"Com esta atração podemos citar dois ganhos, um aumento no número de empregos e na renda média, pois são empresas mais qualificadas, que demandam engenheiros e técnicos. E o outro é reverter o processo de saída de mão de obra qualificada de pessoas que estudam em outros locais e não retornar",diz.

Novas oportunidades

Barbosa imagina que no médio prazo este fluxo será alterado e serão atraídos mais profissionais qualificados para a Capital cearense e está renda nova circulará por toda cidade.

Na análise do diretor de Comunicação do Grupo de Gestores de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Ceará (GGTIC), Wellington Coelho, as empresas de alta tecnologia demandam muita mão de obra no projeto e na construção, porém na operação o número é bastante reduzido e especializado, não impactando diretamente no mercado de trabalho.

"Mas vislumbramos com os grandes investimentos em andamento no Estado, que novas empresas aportem por aqui e tragam novas vagas e que possam ser preenchidas por profissionais locais, pois competência têm para isso", observa

Especialidades

Atualmente, existem vagas disponíveis para ocupação de técnicos e analistas. Entretanto Coelho alerta que muitas vezes as empresas solicitam, analistas com "supercompetências" para substituir gestores com salários menores. O diretor destaca que entre as especialidades mais promissoras estão segurança da informação e business inteligence.

"São áreas em crescimento, pois cada vez mais a informação é digital e necessitará ser protegida e explorada. São ferramentas e profissionais que fazem a informação virar conhecimento", ressalta. E, hoje, existe uma carência nacional com vagas sobrando para programadores Java, C++, especialistas em segurança da informação em nível pleno e certificados.

Desafios e mercado

Para Coelho, as dificuldades começam na seleção. "Vemos anúncios de oportunidades que exigem uma formação totalmente eclética do profissional para uma oferta financeira não condizente com o que é exigido", afirma ele.

O diretor acrescenta que o GGTIC está à disposição e pretende futuramente discutir com empresas e associações de gestores de RH métricas e aspectos das diversas funções existentes dentro da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

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