ALÍVIO NO ORÇAMENTO

Tire proveito das ofertas e programas de fidelidade

Um número cada vez maior de consumidores procura esse tipo de ação, que passou a ser adotada por diversos segmentos como uma forma de atrair e fidelizar clientes

01:00 · 06.01.2018 por Bruno Cabral - Repórter

Em tempos de aperto no bolso, não só pesquisar, mas buscar vantagens na hora da compra deve ser uma atitude constante. Com cada vez mais adeptos no País e no Estado, os programas de fidelidade vêm sendo oferecido por empresas dos mais variados segmentos. Se até há alguns anos atrás, os mais conhecidos eram os programas de milhagem de companhias aéreas ou de pontos para compras no cartão de crédito, atualmente, os mais variados estabelecimentos como farmácias, restaurantes, postos de gasolina, supermercados, empresas de transporte e varejistas em geral, aderiram amplamente a essa estratégia de captar e manter clientes por meio de ofertas e descontos.

Pontuação

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf), os programas Dotz, LTM, Multiplus, Netpoints, Smiles e TudoAzul, os maiores do País, acumularam 62,1 bilhões de pontos/milhas no terceiro trimestre do ano passado, o que representa um aumento de 23,2% na comparação com o mesmo período de 2016. E a quantidade de pontos/milhas resgatados chegou a 50,5 bilhões, um crescimento anual de 28%. Todo esse resultado mostra uma adesão cada vez maior de consumidores aos programas que garantem algum tipo de vantagem adicional ao consumidor.

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Novos cadastros

No 3º trimestre de 2017, esses programas ganharam mais de 7 milhões de novos cadastros, alcançando a marca de 107,9 milhões em todo o País. E a perspectiva da entidade é que em 2018 o setor mantenha essa tendência de crescimento. "A previsão é que o setor continue crescendo. O direcionamento de ofertas e a personalização de atendimento são tendências fortes para o futuro do mercado de fidelização. O cliente quer, cada vez mais, ser considerado por suas individualidades, preferências e necessidades", diz Roberto Medeiros, presidente da Abemf.

Medeiros acrescenta que, comparado com outros países, o mercado de fidelização no Brasil ainda é relativamente novo, e que, portanto, ainda há muito espaço para crescer até que seja atingindo o patamar de outros mercados. "O que ocorre é que a penetração (desses programas) na população brasileira ainda é muito baixa, entre 12% e 15%, mas poderia estar em torno de 40% como ocorre na Inglaterra ou no Canadá", ele diz.

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Maior conhecimento

Segundo o presidente da Abemf, o expressivo crescimento observado em 2017 se deve ao maior conhecimento das pessoas sobre os benefícios.

"O investimento das empresas para torná-los mais atrativos e aumentar as oportunidades de acúmulo e resgate também tem influência nesse crescimento. E não é somente a entrada de novos participantes que impactam na expansão do setor. Ele se desenvolve também pelo maior engajamento de quem já é cliente, que, ao descobrir os benefícios do uso de pontos/milhas, tende a utilizá-los cada vez mais em atividades do dia a dia", afirma Roberto Medeiros.

Varejo

O estudo da Abemf aponta ainda que as principais fontes de emissão de pontos/milhas são o cartão de crédito e o varejo, responsáveis por 85,4% do total acumulado. Enquanto os outros 14,6% vêm de companhias aéreas.

Já no momento da troca por produtos ou serviços, as viagens são as mais procuradas pelos consumidores. Os bilhetes aéreos são o destino de 75,8% dos pontos/milhas resgatados, e 24,2% vão para a aquisição de produtos e outros serviços.

Benefícios

Além dos descontos, uma das vantagens dos programas de fidelidade é a possibilidade de acumular e resgatar pontos em segmentos diversos, como supermercados, postos de gasolina, lojas online, cartões de crédito, passagens aéreas, hotéis etc. Outro fator que deve impulsionar o número de programas de fidelidade é a concorrência entre as empresas. "Elas precisam buscar diferenciais que as façam ganhar a preferência e a fidelização dos consumidores. Os programas de fidelidade, que recompensam esse cliente por suas aquisições, fazem esse papel, pois entregam benefícios sem que o participante tenha que aumentar os gastos", completa Medeiros.

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