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Smart City Laguna supera 2 mil unidades comercializadas

Número corresponde a 30% da capacidade do complexo. Previsão é chegar à marca de 3,5 mil até o fim do ano

A capacidade total do empreendimento é de 7.065 unidades. Ao todo, serão investidos US$ 50 milhões no projeto, que tem capacidade para comportar cerca de 25 mil habitantes
01:00 · 18.01.2018
O empreendimento, que tem como inspiração outras cidades inteligentes do mundo, contará com projetos residenciais para todas as faixas de renda

O complexo residencial, comercial e industrial localizado no distrito de Croatá, em São Gonçalo do Amarante, alcançou a marca de 2 mil unidades vendidas, cerca de 30% da capacidade total do empreendimento (7.065), no fim do ano passado. Os números incluem a venda de toda a primeira etapa do empreendimento, com 1,8 mil unidades, mais parte da segunda fase. A perspectiva é encerrar o ano com a marca de 3,5 mil unidades comercializadas.

As informações são de Rogério Cavalcante, diretor comercial da SG Desenvolvimento, que está à frente do projeto. Ele aponta que, da primeira etapa, 1,4 mil lotes foram vendidos para construção e 400 serão de casas construídas pelo próprio grupo. "Já entregamos em dezembro passado os residenciais dessa primeira etapa e, até março, finalizamos o setor comercial", destaca. Os residenciais devem ser liberados para construção ainda neste mês.

Segundo Cavalcante, o perfil dos clientes que já adquiriram lotes no empreendimento é bem variado e, muitas vezes, oriundos de outros estados. "O que mais nos surpreende hoje é que há lotes vendidos para todo o País. Clientes fora do Ceará já representam 40% das nossas vendas mensais para vir morar aqui, o que significa que há grande receptividade. Uma grande parcela tem ligação com o Ceará e com o Nordeste e vê uma boa chance para se transferir".

Valorização

Nos últimos 27 meses, de agosto de 2015 a novembro de 2017, a valorização do preço do metro quadrado do lote residencial da Smart City Laguna cresceu 140,9% e a do lote comercial 218,2%, respectivamente. De acordo com o diretor, a valorização faz parte de um plano financeiro de evolução da tabela. Com referência ao lote de 175 m², os preços variam de R$ 29,500,00 a R$ 38.000,00. "Por ser um produto muito diferente de tudo que se conhece, criou-se um plano financeiro para estimular os primeiros compradores e dar respaldo ao empreendimento. Isso funcionou e ainda há uma curva de evolução. Paralelamente, existe uma movimentação de mercado que vai se converter em valorização e é provável que seja acelerada, já que não é uma simples proposta de loteamento, mas uma infraestrutura de alto padrão", explica.

Investimento

Ao todo, serão investidos US$ 50 milhões e o projeto, que tem capital próprio e objetiva suprir o déficit habitacional do Pecém, com expectativa e estrutura para comportar cerca de 25 mil habitantes da região. A Smart City Laguna tem como inspiração outras cidades inteligentes pelo mundo e contará com projetos residenciais para todas as faixas de renda, incluindo o Minha Casa, Minha Vida a partir da faixa 1,5 (direcionada a famílias com uma renda bruta mensal de até R$ 2.350,00).

O empreendimento Smart City Laguna apresenta uma área total equivalente a 330 hectares, dos quais aproximadamente 480 mil metros quadrados correspondem à área verde. O espaço é composto por 7.065 lotes, sendo 6.009 residenciais, 920 do polo comercial e de serviços e 136 do polo tecnológico e empresarial, onde se localizam as indústrias no complexo. Toda a cidade inteligente terá drenagem profunda, saneamento e pavimentação em bloquetes de concreto intertravados.

Indústrias

Planejada para receber empresas com propostas sustentáveis em um polo tecnológico e empresarial separado das áreas residenciais e comerciais por um cinturão verde, já existe uma indústria instalada no espaço. "É uma empresa do grupo, de pré-moldados, que produz e fornece material para o desenvolvimento e a pavimentação de toda a cidade inteligente e também atua a nível de mercado", informa o diretor,

Uma segunda empresa que está se organizando para se instalar na região, segundo o diretor, é uma indústria paulista que produz tijolos ecológicos. "Tanto essa como a indústria de pré-moldados tem praticamente zero resíduos e materiais não poluentes, compatibilizando com a proposta do empreendimento. Existe toda uma preocupação e planejamento nessa área", reforça Cavalcante.

Compartilhamento

Idealizado pelo Grupo Planet, formado por empresas inglesas e italianas, o complexo contará com sistemas de aproveitamento das águas pluviais, coleta inteligente de resíduos, energia solar, monitoramento da qualidade do ar e da água, infraestrutura digital com Wi-Fi grátis nas áreas institucionais, câmeras e sensores, totens interativos e iluminação pública inteligente.

Na questão alimentícia, a cidade também contará com hortas compartilhadas e já possui um aplicativo, o Planet App, desenvolvido para os moradores com o propósito de gerar interatividade, economia e qualidade de vida para todos.

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