FORTALEZA no 2º trimestre

São Gerardo, Benfica e Joaquim Távora lideram valorização

A alta dos preços do metro quadrado nestes bairros foi superior à inflação acumulada em 2016, de 10,22%

Nos últimos meses, houve uma alta na procura por imóveis de até R$ 170 mil ( FOTO: KID JÚNIOR )
00:00 · 07.07.2016 / atualizado às 20:43 · 19.07.2016 por Yohanna Pinheiro - Repórter

Mesmo em cenário de crise econômica e redução de consumo, o valor do metro quadrado de diferentes regiões da Capital cearense continua crescendo. Comparado ao segundo trimestre de 2015, três bairros de Fortaleza tiveram valorização superior à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou variação de 10,22% nos últimos doze meses, a maior do País.

O preço do metro quadrado no bairro São Gerardo, líder do ranking, apresentou um aumento de 18,33% no segundo trimestre deste ano em relação a igual período de 2015, passando de R$ 4.500 a R$ 5.325 no período. Em segundo lugar, o Benfica teve uma valorização de 17,4%, cujo valor de venda dos imóveis cresceu de R$ 4.577 nos meses de abril, maio e junho do ano passado para R$ 5.371 no mesmo intervalo de 2016.

Em terceiro, ficou o bairro Joaquim Távora, cujo valor do metro quadrado cresceu 15%, passando de R$ 4.854 a R$ 5.582. No ranking, ainda aparecem os bairros Água Fria (aumento de 9,5%, de R$ 3.333 a R$ 3.650); e Cidade dos Funcionários (valorização de 8,3%, de R$ 3.556 a R$ 3.852). Os dados são do estudo DMI-VivaReal (Dados do Mercado Imobiliário).

Já no Brasil, a alta dos valores para venda cresceu apenas 1% e, para aluguel, caiu 7,1%. Segundo Alexander Clein, diretor comercial do VivaReal, a comparação mostra que o mercado imobiliário de Fortaleza é um bom polo para investimento e deveria ter crescido ainda mais, não fosse a crise econômica. "Agora, os preços estão mais estabilizados, mas quando a economia voltar a crescer, no segundo semestre do próximo ano, veremos uma alta maior", aponta. O diretor destaca ainda que, nos últimos meses, foi percebido um crescimento da demanda por imóveis mais baratos na Capital, de até R$ 170 mil, sendo que não há oferta de unidades suficiente.

Em contrapartida, há uma oferta maior de imóveis de R$ 501 mil a R$ 1 milhão, sem que haja demanda suficiente de clientes interessados.

Mais caros

Conforme o levantamento, o Mucuripe é o bairro com imóveis mais caros, onde o preço médio do metro quadrado atingiu R$ 7.291 no segundo trimestre. Em segundo lugar, está o Meireles, com R$ 7.060/m², seguido por Guararapes (R$ 6.738/m²), Praia de Iracema (R$ 6.549/m²) e Cocó (R$6.533/m²). Já para o aluguel, os mais caros são na Praia de Iracema (R$25,86), Meireles (R$ 23,63), Aldeota (R$ 18,21), Cocó (R$16,65) e Centro (R$14,29).

Ainda de acordo com o estudo, os imóveis mais cobiçados para venda se localizam, respectivamente, nos bairros Meireles, Messejana, Aldeota, Passaré, Maraponga, Fátima, Cocó, Siqueira, Pedras e Cambeba. Já para aluguel, são mais procurados Meireles, Aldeota, Messejana, Papicu, Fátima, Passaré, Centro, Maraponga, Montese e Cidade dos Funcionários.

Já entre os que apresentaram queda do preço do metro quadrado, está o bairro Cajazeiras, cujo preço médio de venda caiu de R$ 3.056 no segundo trimestre de 2015 para R$ 2.727 em igual período deste ano, uma diminuição de 10,7%. Em seguida, aparecem Dionísio Torres (-4,1%, de R$ 5.417 a R$ 5.164), Mucuripe (-1,2%, de R$ 7.376 a R$ 7.291) e Cambeba (-0,4%, de R$ 4.444 a R$ 4.429).

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