DIZ MINISTRO DA FAZENDA

'Reforma da Previdência pode ocorrer neste ano'

Conforme Eduardo Guardia, o andamento do projeto depende da disposição do novo presidente eleito

01:00 · 13.09.2018
Image-0-Artigo-2452331-1
As mudanças na Previdência Social já vêm sendo discutidas pelo governo federal, mas a votação do projeto no Congresso Nacional ainda não ocorreu. O governo afirma que a proposta é importante para o equilíbrio fiscal

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse, nessa quarta-feira (12), em visita ao Ceará, que se o próximo presidente concordar que a Reforma da Previdência é um projeto importante e necessário, há toda a disposição de ajudar a votar o projeto ainda neste ano.

"Evidentemente que isso dependerá da concordância e do desejo do novo presidente. Nós entendemos que a Reforma é importante. Se o novo presidente concordar e quiser iniciar o processo de votação nós estamos dispostos a fazer isso até porque a Reforma está pronta para ser votada, basta ir ao plenário. Com o apoio do novo presidente nós entendemos que isso é possível", informou o titular do Ministério da Fazenda.

Leia ainda:

> Guardia garante R$ 4,7 bi do FNE no Ceará e vê modelo no Crediamigo 
> Programa Crediamigo faz inclusão produtiva
 
Mercado

Sobre a possibilidade de um presidente com tendência esquerdista assumir o governo, Guardia afirmou que não tem nenhuma medida a ser tomada neste momento. "O governo vem acompanhando o comportamento do mercado diariamente como a gente sempre fez. O que existem são movimentos internacionais que têm pressionado moedas de países emergentes. Então neste momento, não tem absolutamente nada que a gente possa fazer", destacou o ministro da Fazenda.

Segundo ele, o Banco Central (BC) e o Ministério da Fazenda estão acompanhando o mercado. "Nós sempre enfatizamos e falamos que é importante que o Brasil precisa continuar sua trajetória de reformas. Que as reformas vão permitir melhorias no lado fiscal e reforçar e aumentar a capacidade do Brasil de enfrentar a crise agora e no futuro".

Solução

Para ele, a discussão fundamental sobre situação fiscal do Brasil e a necessidade de realização de reforma estruturais no País não é de curto prazo. "É a continuidade das reformas que vais permitir uma solução estrutural para a questão fiscal. É isso o que nós vamos fazer. Esperamos que o Brasil continue nesse rumo que é o compromisso com a disciplina fiscal. As contas externas estão muito saudáveis. Temos um déficit de transação corrente que é muito pequeno, temos reservas internacionais diferentemente de outros países que estão sofrendo nesse momento de maior volatilidade internacional. O Brasil precisa arrumar é o lado fiscal e por isso a importância das reformas", observou o ministro Eduardo Guardia.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.